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terça-feira, 29 de abril de 2008

Opinião | A Busca Do Eterno Horizonte

Concerteza já todos nós pensamos em procurar e tentar encontrar e até mesmo tocar o horizonte, ver onde termina, senti-lo com o toque, mas pois meus amigos, não é de todo possível. A contemplação mais próxima que podemos ter com isso, é em verdadeiras obras primas de alguém que teve visão suficiente para nos mostrar na tela a beleza dessas imagens de nos fazer parar o raciocínio. Se calhar esta ambição de querer ir mais longe leva alguns a serem realmente algo para além do que conseguimos ver mas obriga outros, não sei porque carga de água, a encostarem-se a coisas que já existem. E cá vem a ponte para a música. Desde sempre roubamos ideias de todo o lado para criar, é filosofia, ética, estética, psicologia, sociologia e todas as –ias que quiserem por neste assunto. O problema maior nisto tudo é que parece quase um caso que requer ajuda psiquiátrica imediata. Talvez neste caso esteja a falar só de mim, pois é em mim que estes casos causa mais afrontamento e necessidade de acompanhamento especializado – medicação. Dói-me muito constatar a quantidade de bandas de tributo que se vêem por este país fora. Há muitas bandas que amo do coração e que gostaria de saber algum dia tocar ou cantar ou criar com um vigésimo da qualidade e criatividade que os vejo fazer, com a intenção toda focada, com um sentimento que nos liga todos os poros do nosso corpo ao bocadinho de música que nos dão a ouvir, mas porque haveria eu de querer fazer algo igual? Bom, talvez seja algo entranhado culturalmente ou então algo propício a adorações e obsessões que não têm que ser, obrigatoriamente, entendidas por todos. A minha questão acaba por ser mais branda à critica ao nosso pequeno Portugal porque somos constantemente bombardeados por bandas que se querem refazer umas às outras, bom...

Amem a música mas não percam o sentido critico.

Texto: Davide Lobão

email: davidelobao@hotmail.com

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Opinião | Anagrama Orgânico

Hoje vou aproveitar para divulgar o conceito de netlabels. Muito se fala actualmente de direitos de autor, pirataria, do preço a pagar por passar música em bares, enfim, um amontoado de burocracias que desvirtuam o prazer da música e põem quem tem dinheiro pronto a investir, de pé atrás. E claro, toda a gente já sabe que mais do que talento, para assinar um contracto com uma editora major, é preciso uma carinha bonita.

No entanto, com netlabels, tudo isso é fantasia. O motivo bastante simples, é porque não há dinheiro envolvido entre o artista e a editora. Obviamente as editoras têm despesas com servidores para alojar as músicas, e muitas vezes fazem colectâneas em CD/DVD, para divulgar o catálogo, pago do seu próprio bolso.

Em Portugal muito se tem feito para implementar isto, e lutar contra o conceito de "se é musica de borla, é porque não presta." As três principais netlabels são a Test Tube Netlabel, com o catálogo mais homogéneo, a Enough Records, a primeira de todas, e mais virada para sonoridades "obscuras", e a MiMi, esta ultima com várias parcerias e artistas Japoneses. Como são projectos que se formaram on-line, não existem barreiras geográficas. Há artistas portugueses a lançar por netlabels lituanas, e músicos Japoneses a lançar por netlabels em Coimbra.

Porque são então as músicas gratuitas? É feito de apreciadores de musica para comuns, e se um artista não vai fazer dinheiro, porque havia a netlabel de fazer? No entanto, isto não significa que se possa "roubar" a música, por exemplo para ser editada ou remisturada. Os trabalhos são protegidos por uma licensa Creative Commons, para a qual tudo tem de ser feito com o consentimento do artista/label.

No entanto, existe uma constante procura para alargar horizontes, com showcases e edições em formato físico. Uma comunidade entusiasta destas sonoridades pode ser encontrada em www.forumsons.com . Podem procurar netlabels de todo o modo com os úteis links em cada uma das páginas destas editoras.

Por fim, fica o press release desta noite em Coimbra.
Beats Play Free
Sáb 8 Março 23h00
QUEBRA Rua de Quebra Costas - Coimbra

Música livre! Música grátis!

"Netlabels: editoras de música cujas edições são gratuitamente distribuídas através da internet em formatos digitais de áudio. A maioria das netlabels funciona ao abrigo das licenças Creative Commons."

Texto: Anagrama Orgânico

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Opinião | Sabe-se Que Eles Vêm Para Ficar

Ora bem, as conversas têm destas coisas, damos por nós a jurar e a prometer que acreditamos em novas gerações de músicos. Os realmente bons que gostamos, de outrora, desmembram-se ao chegarem perto dos actuais, que nos dão lembranças de coisas tão boas. Depois reparamos no esforço e nas coisas todas envoltas e percebemos a realidade da nossa pequenez, que neste momento é uma pequenez igual à de qualquer outro. Ligamos o computador e temos tudo à nossa mercê, tudo! Podemos saber o que cada pessoa está a fazer do outro lado do mundo. Então porquê teimar em fazer as coisas à português? Esta expressão tem de deixar de existir. Estou determinado! Havemos de ser melhores e maiores, esta geração, estes corpos que se movimentam perdidos com tantas coisas que lhes chegam aos ouvidos, perdidos em processamento de ideais que não são mais que blocos de crenças facilmente desmontáveis. Se apelarmos à massificação teremos pelo menos algo mais, se acreditarmos teremos tudo aquilo em que verdadeiramente acreditamos. Talvez não seja o imediato mudar o mundo mas mudar um de cada vez. Se um só for já estará a tarefa cumprida.

Texto: Davide Lobão
email: davidelobao@hotmail.com

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Opinião | A Esperança Vive Dentro De Uma Redoma

Somos pequenos casulos com informação litigiosa e confusa. Queremos coisas simples. Queremos um sorriso e uma lembrança de eternos momentos que não são mais que momentos. A memória há-de ir, um dia, embora, nunca mais seremos falados ou lembrados, carregados de vontade ou não. Não há tragicidade que se confunda aqui, apenas relatos de esperança. Este ano vamos fazer o que sempre quisemos, e nada nos há-de demover.

Conhecem-se algumas pessoas que nos fazem acreditar na boa vontade, o problema prende-se sempre com o excesso de informação. Damos por nós a pensar no que de mal alguém é ou tem mas o mais flagrante é fazermos esse exercício sobre nós mesmos. Há uma criação qualquer aqui, qualquer coisa a nascer dentro do mundo aclamado para acabar. Não perder ou deixar partir a sombra que fazemos ao sol é suficiente para continuarmos. Falar de impropérios e banalidades sempre foi o género do fácil que assim o diz. Ok, não há mais códigos. Fala-se de que não há mais nada novo, mais nada que nos agarre a uma que seja simplesmente boa para nós – mas onde ficou a convicção? Onde ficaram os anos de contemplação de espaços só nossos? Os ouvidos inchados e a doer, o fumo sem parar e o liquido que sempre nos fez sorrir? Parece fácil não parece? Recusar a confortável noção de que assim lá iremos mas arriscar na mesma no sonho de criança. Acredite-se ou não, codificado ou não, aqui está o meu desejo. Hoje não desisto, e espero pensar assim todos os dias da minha vida.

Texto: Davide Lobão

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Opinião | Anagrama Orgânico

Segue esta entrada para introduzir uma nova coluna n'O Marsupilami, "O Anagrama Orgânico". Quinzemanalmente podem contar aqui com uma reflexão, histórias, análises, ou coisas mais chatas ou divertidas que isso.

Para inaugurar queria falar sobre uma banda que continua a elevar Portugal na música underground. A banda de hardcore, For The Glory, composta agora por membros dos arredores de Lisboa e do Porto, vai nesta semana que agora começa, fazer mais uma tour Europeia, 16 datas a terminar em Portugal. Dos dois últimos anos para cá, não tenho acompanhado com a mesma proximidade pois já não vivo em Portugal, mas é uma banda fulcral e que acompanho desde 2004 ou 2005, com muitos kms ao lado deles. Depois de formações mais fracas, tanto a nível de som como de carácter, eles voltaram este ano com o novo álbum "Survival of the Fittest", que julgo que ainda não se encontra nas lojas, mas está no entanto disponível através da banda pelo Myspace (www.myspace.com/fortheglory). Tenho várias memórias, como ir para o concerto do Porto, chegar lá e uma hora depois do previsto ainda não estar ninguém para abrir o local, de ir para Castelo Branco num Sábado gelado, ter de dividir a cama duma pensão negociada às 3 da manhã, com mais três pessoas, sem haver banho para ninguém, desde as inumeras tardes e noites em Lisboa e arredores, de concertos que se revelaram surpresas, a outros que foram autênticos fretes até para quem tocava, de os ver a tocar em palcos como no Clube Lua onde não havia um espaço livre no publico, até a concertos no meio de terra e palha.

Pela dedicação deles, e porque continuam a trabalhar e a fazerem-se ouvir, eles merecem o vosso apoio. E o "Survival of the Fittest" não fica a dever em nada a qualquer banda estrangeira.
Um especial abraço ao Congas, que apesar de longe, continua a ser um miudo com um coração enorme. Boa sorte lá fora, não é que precisem, para os mais desatentos, esta é a 4ª ou 5ª tour Europeia de For The Glory.

Trivia : O Anagrama Orgânico gravou vozes nos coros do ultimo album de FTG.

Por fim, resta-me agradecer por este espaço, e voltamos a encontrar-nos daqui a 15 dias.

Texto: Anagrama Orgânico
organic_anagram@hotmail.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Opinião | Revisão Parte 1

Em tempo de vacas magras, em altura de transição, em tempo de mutilação pessoal por excesso de informação e acidentes visionados por autores contemporâneos, subjugamos a nossa atitude nefasta a um síndrome incompreensível de auto-preservação. E neste momento perguntam: “Mas que raio está ele para ali a dizer?” É bastante simples, a paixão passou a ser o esforçado tesão (perdoe-me a linguagem) de encontrar alguém que corresponda aos parâmetros anunciados em qualquer cartaz ou televisão e o puro e verdadeiro amor pelo que se faz, ao inevitável pavonear na passerelle de mais um “olhem para mim”. Se Pessoa aqui estivesse, com toda a certeza escreveria uma incrivelmente triunfal ode à enormidade que se vive hoje em dia. Controlem-se meus senhores, vamos manter os pés assentes na terra, não somos nada nem ninguém, nem quando temos tudo nas mãos, é nessa altura que mais temos que lutar.

Ora bem, parte dissertação parte critica objectiva e favorável ao mais severo ataque mas avancemos. 2008 pode, como qualquer outro ano, ser o ano da viragem. Façamos figas e mergulhemos num trabalho desmesurado para marcar uma diferença, para demonstrar um pouco mais de nós, sem medo de não corresponder aos estereótipos apresentados até então, sem medo de ser um estereótipo como os apresentados até então, vamos nesta camioneta e digamos qual o nosso nome e a nossa intenção, mas definitivamente, perca-se todo o medo e o individualismo!

Como se nota ainda estou em tempo de reafirmação das prioridades de 2008, 2007 doeu imenso no peito, é necessário uma renovação de forças para se poder fazer algo de novo e de nós. A coisa mais incrível é a semelhança da nossa vida com a canção que se passeia diante dos nossos olhos, cada uma pode ilustrar-nos. Acho que o meu objectivo hoje é encontrar a minha canção e depois encontrar o meu objectivo, visto que os sonhos e as esperanças continuam a ser as mesmas, os retratos e as crenças continuam a não me deixar dormir, então venha o que está para vir.

Texto: Davide Lobão

email: davidelobao@hotmail.com

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Opinião | A Música De Sempre

Há-de-se continuar a ouvir as coisas mais deliciosas, seremos cada vez mais felizes e optimistas em relação a tudo, ficaremos cada vez mais entusiasmados com a ida a um concerto. 2008 vai ser assim. É o primeiro dia de um ciclo, o ser humano que cria, por necessidade, estes ciclos, precisa destas renovações, destas novas voltas, para acreditar que pode fazer melhor. Mas sem qualquer tipo de volta posso dizer que 2008 me deixa algo optimista, tal e qual me deixou 2007 e todos os anos que lhes antecederam, é verdade, crescemos e evoluimos dentro dos nossos casulos pequenos e demasiado quebráveis, e eles hão-de ser cada dia mais fortes, mais firmes. É dificil mantermos a música acima da cabeça, mas também é fácil estarmos cada vez mais apaixonados por ela. Quando passamos por tempos em que questionamos a existência de tudo, a permanência do mp3, do digital, da qualidade de gravação, da pertinência das bandas, da música que fazem, olhamos em redor e vemos que funciona tudo da mesma maneira só que, cada vez mais voltado ao artista. Reconheça-se, meio mundo anda com vontade de ganhar dinheiro e o artista tem cada vez mais a faca e o queijo na mão, feliz 2008? Ainda não. As discussões acerca do funcionamento das coisas, os meus monólogos são observações estéreis, inertes, mas não tem que ser sempre assim. O fazer mais vai ficar nas mãos de todos e todos partilharemos a cumplicidade de aderir e fazer existir e tudo vai ser bem sucedido em 2008. Queiram-se mais coisas e sonhe-se mais alto. Se o conseguirmos imaginar nas nossas mentes, a realizar-se, realizar-se-á.

Texto: Davide Lobão

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Opinião | A minha escolha é...

Foi-me proposto escolher o álbum que no meu entender fosse o “melhor” de 2007, e foi com muito gosto que aceitei faze-lo, achando eu que seria uma tarefa relativamente fácil.

Mas na verdade não! Entre discos e discos de grande qualidade, saídos neste presente ano, decidi escolher um que para mim está genial: Diary of a No dos Urban Tales.

Um álbum com uma grande sonoridade, composto por músicas bastante envolventes desde a 1ª á 10ª sem “perder o fim a meada”, com um estilo forte e bem marcado, que nos faz ouvir, sentir e pensar!

São estas as qualidades que entre muitas sublinho, e que me fazem crer que este é sem dúvida o álbum de 2007!

Urban Tales
Diary of a No
Album
Burning Star Records
Outubro de 2007

Texto: Andreia Costa
email: andreia_costa08@hotmail.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Opinião | A Diversidade Musical

Recentemente li algures, sobre a diversidade musical, e achei um bom tema para desenvolver.

Existem inúmeros estilos musicais, inúmeras formas de os interpretarmos e inúmeras formas de os sentirmos, mas será que há alguém com a capacidade de os apreciar em todo o seu esplendor?

A maioria das pessoas tem um ou dois estilos de “ eleição “ é indiscutível, a seguir seguem-se aquelas que só ouvem “aquele”estilo, e que se recusam determinantemente a ouvir qualquer outro! Depois há aquela pequena percentagem com aquela curiosidade ou sensibilidade (mais esta a meu ver…) que ouve de tudo um pouco, é certo que também “ simpatizam” mais com um estilo do que outro, mas não deixam de ouvir/apreciar todas as outras musicas, letras, ritmos etc.

Além de enriquecer a nossa cultura musical, a diversidade musical leva-nos a descobrir novos pontos de vista, outras origens, e acima de tudo grandes artistas!

Por isso façam um esforço para apreciarem as coisas com qualidade, porque acima de tudo a Musica é um Estado de Espírito!

Sem mais despeço-me com Votos de um Feliz Natal!

Texto: Andreia Costa
email: andreia_costa08@hotmail.com

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Opinião | As sombras monumentais

Li uma noticia há uns dias de que a indústria discográfica tinha sido ferida de morte com a iniciativa que os Radiohead tiveram aquando do lançamentodo seu novo disco, “In Rainbows”. Alguém que conheça um pouco do que tem vindo acontecer com a dita indústria percebe que há mais gente a chorar-se por não enriquecer às custas de meia dúzia de artistas que se rasgam no asfalto expondo o coração às mais duras e frias criticas de um mercado que quer ser de entretenimento. Pois o vosso tempo, dos anos dourados em que choviam milhares para alimentar a máquina que fazia de produtores e gestores milionários, acabou! Percebo no fundo o drama destas pessoas, fizeram aquilo toda a vida, no fundo deveria haver uma pequena percentagem que realmente se preocupasse com o trabalho do artista mas não sei, é como com a lei do tabaco, por uns pagam todos. Ora, como eu sou um eterno optimista (pelo menos nas alturas em que não sou pessimista), tudo isto só pode mudar! Finalmente percebeu-se que o disco é quase exclusivamente uma arma promocional (tendo em conta o preço a que se vende, óbvio) e tudo isso serve para que os concertos e os espéctaculos ao vivo sejam alimentados de uma forma mais consistente, a exposição resultará melhor, obviamente, e os artistas terão capacidade de chegar a mais gente. Não vejo o mp3 como uma tragédia mas sim como uma evolução natural. Se é bem mais acessível para um artista gravar um disco ou algumas músicas no seu pc, porque não ser depois mais acessível pôr tudo a circular? Tirem proveito disso! Não se queixem!

Queremos é ver mais bandas a sério, tanto em Portugal como pelo mundo fora.

Texto: Davide Lobão

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Opinião | Vinil Vs CD

Para hoje, escolhi um tema, que geralmente passa despercebido mas que é imprescindível, o Formato! Ele já foi vinil, agora é CD e com o Mp3 á vista, enfim muitos nomes, muitas coisas giras mas qual deles é o melhor? Eis a questão.

Não há igual como o primeiro já dizia o ditado, e neste caso é bem verdade, o vinil bate em grande escala todos os outros, em qualidade refira-se.

É indiscutível a superioridade do som de um vinil, já que é analógico, mas mesmo assim, muita informação original é perdida, por causa do material usado: o vinil. O som é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0's e 1's não pode conter toda essa informação porque se o fizesse cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feita é uma Amostragem digital, isto é, seleccionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai para o CD. Todo o resto é cortado.

Quando se ouve um bom vinil ouve-se tudo o que a banda gravou. Tudo o que eles queriam que nós ouvíssemos. Um mau vinil terá praticamente tudo também, simplesmente não com a clareza e o brilho original. Eis o som analógico.

“Os seres humanos, até que se prove o contrário, são analógicos, não são 'digitais', e por isso reagem melhor ao som analógico. Se ouvir o mesmo álbum, nas mesmas condições e com material de igual qualidade, muito provavelmente preferirá ouvir em vinil. Testes 'cegos' (isto é, sem que os testados soubessem qual era o CD e qual o vinil) tiveram os resultados que se esperaria - a grande maioria das pessoas prefere o vinil. O som em vinil é quase sempre descrito como mais 'quente' e mais 'profundo'. O som digital, quando comparado com o analógico, é descrito usualmente como mais 'frio' e 'linear”

Infelizmente, como todo meio de armazenamento analógico, o vinil sofre deteriorações com o tempo, além de sempre termos que limpar o vinil antes de tocar para não desgastar a agulha e não ter os “soluços” no som, devido muitas vezes á sujidade no disco. Tínhamos também que trocar as agulhas de tempos em tempos, porque elas gastavam -se. Além disso, o vinil necessitava de um espaço enorme para serem guardados porque eram grandes e pesados.

Assim o CD revolucionou a indústria fonográfica por seu tamanho e capacidade. Quem é que imaginava que poderíamos ter 74 minutos de música em apenas um lado de um disco. Isso trazia muitas possibilidades, como músicas maiores do que 23 minutos, que era o limite tamanho do disco de vinil. Tudo isso, sem contar que o meio digital ótico de armazenamento é bem mais duradouro, já o MP3 é um formato de áudio compactado com perdas, tendo menos qualidade do que um CD, e, consequentemente, muito menos qualidade do que um vinil.

Posto isto só me resta dizer que por vezes mais vale Pouca Quantidade mas Muita Qualidade!

Texto: Andreia Costa

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Opinião | A Era Do Myspace

Raras são as pessoas que na realidade não sabem o que é o myspace, mas a grande maioria delas, além de saber o que é também tem um, porque segundo dados que remetem a 22 de Setembro de 2007 existiam mais de 202 milhões de perfis no MySpace, sendo cerca de 300.000 de músicos/bandas.
Isto leva-nos a crer que cada vez mais o mundo On-Line é indispensável, em especial a nível musical!
Há cada vez mais músicos/bandas a aderirem a este serviço, porque além de ser gratuito, pode alojar mp3, fotos, blogues, perfis e por ai fora, sendo então uma mais-valia em termos da divulgação dos mesmos, que muitas vezes fazem da sua página de Myspace o seu Site Oficial.
Como vêm há uma data de ferramentas hoje em dia, que proporcionam ao músico/banda um melhor trabalho, sendo este possível ser visto em todo o mundo, o que é um grande, grande passo para quem está a começar nestas andanças!

Texto de Andreia Costa

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Opinião | Outras Histórias de Canções

É perfeitamente óbvio que hoje, no ano de 2007, vivemos cada vez mais para nós próprios. Se tivermos uma ligeira noção de arte, podemos pensar que ela subsiste dela mesma para a necessidade de expressão de outros mas do conjunto complexo da nossa humanidade. A seguir a isto trace-se uma linha para chegarmos até à música. Agora vamos imaginar um grupo de quatro pessoas que numa determinada altura inconsciente da sua adolescência, decidem formar uma banda. Agora pegue-se nessas quatro pessoas e coloque-se tudo no país que se situa na Península Ibérica e que não é Espanha. Agora pense-se no número de concertos a que fomos quando tínhamos 14 anos e os nossos pais nem sequer nos deixavam sair para além da meia-noite.

Não sei onde quero chegar com isto mas podemos continuar mais um pouco.

Vamos fazer de conta que essa loucura funcionou. A banda, ao fim de 4 anos de existência ainda consegue fazer com que todos se juntem algumas vezes por semana e marquem o concerto ocasional. Nesta altura já se preocupam com a gravação de um novo registo e com as fracas condições que oferecem quando vão tocar a algum lado. Aqui é posto à prova o amor à camisola. Juntam alguns trocos com a benevolência dos pais ou com o part-time que acompanha a frequência na faculdade: “É o futuro, a educação”, e lá se deixa menos tempo disponível para fazer alguma coisa realmente competente. Bom, a gravação arranca com um e outro conhecimento que fizeram e o custo fica consideravelmente acessível. Dão concertos na zona que sempre frequentaram e perto dos locais de diversão nocturna que os interessados por música possam procurar. Não dá em grande coisa cada actuação, uma centena de pessoas passa pelo sítio por curiosidade. No entanto acham que com algo gravado vai ser diferente, afinal é assim no mundo inteiro. “Saiu um CD novo dos americanos coisos, tocam uma cena nova, mas soa-me um bocado a isto e aquilo, mas sente-se qualquer coisa”. Pois, os nossos por cá tão neste momento atarefados em conseguir algum dinheiro para subsistirem enquanto banda, não há muito a fazer, tira-se mais um pouco de tempo à banda e vai se cumprindo o resto, para a banda há-de haver tempo depois.

É uma história que muitos podiam completar, comentar, continuar até à extinção ou até mesmo um caso de sucesso. O que nos distingue de todas as bandas que fazem sucesso pelo mundo todo desde o princípio desta brincadeira da música é que os que têm sucesso são os que acreditam realmente que estão a fazer alguma coisa importante, a transmitir uma mensagem importante. Sejam bêbados, drogados, filhos da puta do pior, não importa, quando acreditam na música que fazem mais cedo ou mais tarde tudo vem ao de cima.

Para terminar só gostaria de dizer, o músico em Portugal tem que criar, gravar, juntar, acreditar, fazer, cativar, divulgar, pagar, tocar, ensaiar, como em todo o lado. Depois disso ainda tem que sofrer os filtros da nossa tão peculiar “portuguesice” de dramas de língua em que canta, que estilo faz, que barulho se dá e em que sítio poderá tocar ao vivo. Entre algumas outras coisas mais polémicas. No fim destas contas temos 10 amigos que nunca largaram a banda porque sabem o bocado de vida que está ali investido, isto porque quanto mais oportunidades temos de ouvir e descobrir música boa que se faz cá menos as abraçamos. Vamos ao Piolho que encontramos toda a gente e depois vamos à Ribeira gastar dinheiro em copos. É cultural meus amigos, se não há hábito é por ser cultural. Até eu dou por mim a fazer tudo o que acabei de dizer e eu frequento o meio.

Não me conformo. Mais daqui a uns tempos.

Texto de Davide Lobão
Email - davidelobao@hotmail.com

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Opinião | Portugal Além Fronteiras II

Muito se tem discutido em torno de uma questão que a meu ver é de certa forma importante, que é o facto de a grande parte dos nossos cantores optarem pela língua inglesa para se exprimirem!
Sim, já sabemos que é a língua universal, também sabemos que termos de vendas a diferença é bastante grande, mas há que contrariar alguns destes aspectos.
É certo que todo o artista tem ambições, grandes ambições em relação a todo o seu percurso, e é bom que o tenha, quanto mais não seja para aumentar a “ fasquia” do seu trabalho, e essa ambição passa por ser reconhecido além fronteiras, principalmente!
Então o que acontece, utiliza a língua inglesa, assim consegue atingir um maior número de pessoas em vários pontos do globo, em termos de sonoridade a originalidade é em alguns casos fraca e com isto vendemos o chamado produto luso!
Mas, se nós somos tão Portugueses quando joga a selecção, porque é que não o somos quando produzimos uma música?
Se no texto anterior disse que Portugal esta a crescer em relação á divulgação além fronteiras, neste justifico, porque é difícil isso acontecer, não atendendo para o facto da língua única e exclusivamente, mas sim como um dos factores, é claro.
Muita discussão há e ainda vai haver á volta desta questão, tendo em conta que os pontos, positivo e negativos, se encontrem de certa forma em pé de igualdade, e temos sempre que ter em conta, e não vale a pena negar nem esconder, que o lucro é sempre o mais importante.

Texto por: Andreia Costa

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Opinião | Portugal Além Fronteiras...

É verdade, quem ultimamente tem estado, minimamente atento ás ultimas do mundo musical, tem percebido que muitos dos nossos produtos musicais, têm estado a vingar lá fora!
Isto faz-nos pensar que na verdade temos bastante valor (e não só em termos musicais!) e que o nome de Portugal está a chegar além Fronteiras de uma forma crescente e positiva (valha-nos isso).
Pois bem, é certo que ainda há muito que fazer e divulgar, mas acho que estamos no bom caminho e é nesse que temos de acreditar, porque fazendo uma retrospectiva, há poucos anos atrás, no panorama musical, Portugal era muito pouco falado e agora contrariamente a essa estimativa, estamos num crescendo e com boas perspectivas!

Texto por: Andreia Costa
AGENDA DO MARSUPILAMI