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terça-feira, 13 de maio de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 19 | Suprah - EP - "Suprah"

De volta aos "Lançamentos" vamos até à Capital, de onde nos chega um projecto, que de alguma forma impressiona. Apesar da tenra idade – formaram-se em 2004 – os Suprah demonstram já uma coesão e maturidade musical impressionante. O EP de estreia da banda, lançado no ano transacto, é uma prova disso mesmo e apesar de ter sido gravado com o intuito de apresentar a banda, o certo é que, e na minha opinião, é (muito) mais do isso, sendo inclusivé um optimo pronúncio para o álbum que preparam neste momento. São quatro temas, onde a energia debitada pelas guitarras se funde com o ritmo electrizante e dançável produzido pela parte rítmica da banda, fazendo balançar até a anca mais dura. Durante a audição deste EP, saltam logo à partida inúmeras influências, mas a verdade é que no fim, apenas fica este rótulo: Suprah. Sem dúvida, um projecto a seguir atentamente, e que não deve passar despercebido a ninguém. Aqui fica o conselho, e saltem ao som de Suprah.

E agora, algumas palavras dos Suprah:

“Depois de um ano e meio de composição e organização de Suprah enquanto projecto musical nas suas diferentes vertentes, sentimos a necessidade de gravar alguns temas que servissem de apresentação da banda.Na altura foram escolhidos “Love Submission”, “Abduction”, “Oliver” e “Groom Lake” os 4 temas que demonstravam melhor a nossa estética. O processo de gravação foi muito natural e decorreu de forma muito prática. Fizemos tudo nos estúdios Groundzero com o nosso cúmplice Bruno Lobato em cerca de duas, três semanas. Para nós este trabalho é apenas o começo de um caminho que queremos percorrer de forma sólida, apostando em pequenos passos dados de forma consciente e pensada.”

suprahep

Suprah

EP

Suprah

Edição de Autor

2007

Myspace dos Suprah

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 18 | Moe's Implosion - EP - "Morning Wood"

Os Moe's Implosion foram, e atrevo-me a dizer, uma das grandes surpresas de 2007. Eles são ainda uma banda jovem, mas a vontade, a alegria e o empenho com que se entregam a fazer aquilo que mais gostam - música - é bem evidente, quer nos concertos que dão, quer no primeiro registo da banda. "Morning Wood", é o nome do EP de estreia da banda, e um cartão de visita para aqueles que pretendem os conhecer melhor. É um registo fiel à máxima da banda, intenso e poderoso desde que soltam as primeiras notas musicais, até ao fim, onde difícil mesmo é conseguir respirar. "Morning Wood" é um excelente registo, no entanto, eles preferem o palco para melhor expressar o que sentem quando tocam... Em todo o caso, fica a nota: excelente!

E agora, algumas palavras dos Moe's Implosion:

"Morning Wood" é o nosso primeiro cartão de visita. É humilde mas ao mesmo tempo ambicioso. Irradia muita energia e é um reflexo da mistura das nossas influências, que são variadíssimas. É também o culminar de um amadurecimento que durou cerca de ano e meio, desde que começámos a tocar juntos. Queremos que venham confirmar ao vivo, apareçam por aí!"

mi

 

Moe's Implosion

EP

Morning Wood

Edição de Autor

Setembro 2007

Myspace dos Moe's Implosion

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 17 | Lobster - Álbum - "Sexually Transmitted Eletricity"

A maior parte das pessoas conhecerão já este projecto oriundo de Lisboa. Não é para menos, já que os Lobster são um dos projectos mais fascinantes que recentemente apareceu no nosso panorama musical. Eles são apenas dois, o necessário para criar uma explosão rock. E a verdade é que são isso mesmo, uma banda rock, um power-duo, extremamente versátil, poderoso e que debita energia pelos dois instrumentos essenciais ao rock: guitarra e bateria. E não é preciso mais para o som de “Sexually Transmitted Eletricity” - álbum de estreia dos Lobster - nos entrar pelos ouvidos, e alastrar-se por todo o nosso corpo deixando-nos completamente viciados naquele som, embriagados na atmosfera envolvente que é criada pelos dois. “Sexually Transmitted Eletricity” é um álbum, que tem sido muito bem recebido por todos os amantes de música, e com todo o mérito. Um grande álbum, sempre pronto a explodir, numa grafonola perto de si...

E agora algumas palavras dos Lobster:

"Este álbum para nós significou muitíssimo, as expectativas eram altíssimas e todo o processo uma novidade completa. Os recursos eram diferentes, as músicas tinham adquirido uma importância especial para nós (visto grande parte delas, estarmos há bastante tempo a tocar e terem saído em edições que nos tinham marcado como pessoas e como banda, e termos neste álbum a possibilidade de as compilar em registo físico), havia ainda as músicas novas feitas para o álbum e era o que mais queríamos gravar e ver como soava. A gravação foi em Viana com o Paulo Miranda e foram dias loucos, é algo que sempre gostamos de fazer (e apesar de com certeza perdermos uma quantidade grande de audição) não podíamos ter gostado mais. O artwork ficou a cargo de um amigo (Braulio Amado: http://www.indifferencemort.com/). Todo o álbum passou nas nossas cabeças vezes sem conta até o termos na mão… e a imagem que poderíamos ter dele (e isso ainda não sabíamos nós na altura) não teria nem metade do impacto que o objecto real nos proporcionou. Claro que mal acabámos este e o olhámos e ouvimos prazerosamente de ponta a ponta, pensámos em fazer logo, logo o próximo, e já se trabalha nisso."

Lobster
Álbum
Sexually Transmitted Eletricity
Bor Land
Outubro 2007

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 16 | Anti-Clockwise - Álbum - "No One TO Follow"

Rock. Punk-rock. É assim que se define o som destes senhores, e é assim que se define o mais recente trabalho dos Anti-Clockwise. “No One To Follow”, é um álbum mais maduro, onde foi previligiada a produção, sendo um pouco mais elaborada e cuidada que nos antecessores trabalhos. No entanto, a energia e a intensidade com que tocam – e que tanto os carateriza – estão lá, ainda mais marcantes. Guitarras pujantes, bateria a “abrir”, e refrões que nos ficam automaticamente na cabeça, é assim um álbum dos Anti-Clockwise, e é assim “No One To Follow”. Um álbum a ouvir sem parar e de preferência bem alto!

E agora, algumas palavras dos Anti-Clockwise:

"Depois de dois álbuns gravados com um orçamento curto em que se fez por prevalecer o som “sujo e cru” da banda, resolvemos com este terceiro álbum “No One To Follow”, apostar um pouco mais na produção e limpar um pouco o som tornando-o mais “audível” para o comum dos ouvidos. Se resultou ou não depende do gosto de cada um mas como não gostamos de nos repetir demos este passo. A nível de composição tentamos também simplificar a estrutura dos temas apesar de já contarmos neste álbum com a participação do novo membro da banda, esse mago da guitarra que dá pelo nome de Tó Pica. A potência, a energia e a solidez dos temas mantem-se visto serem essas as principais características dos Anti-Clockwise enquanto banda de Live Music que é o que realmente somos. Puro Rock'n'Roll."


No One To Follow

Álbum

Anti-Clockwise

Som Livre

Fevereiro 2007


Myspace dos Anti-Clockwise

Sítio dos Anti-Clockwise

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 15 | Ashes - EP - Ashes

Os Ashes são uma banda sediada em Tomar, no entanto, cada elemento é de uma região diferente de Portugal. Esse factor contribui para que cada elemento da banda tenha uma visão diferente de ver as coisas, uma maneira diferente de pensar, de estar, de ser, que de uma forma bem aproveitada pode ser extremamente proveitoso. Prova disso mesmo, é o EP homónimo dos Ashes. Uma fusão de várias formas de ver e sentir a música, transformam o som da banda, num som único, muito próprio. São como várias afluentes que desaguam todas no mesmo rio, que escolhe o melhor caminho para alcançar o som pretendido. Poderíamos definir este EP de estreia dos Ashes como sendo um disco de metal, como também poderíamos dizer que é de rock, ou ainda grunge… Mas o mais correcto será dizer, que é um EP “Ashesiano”! É sem dúvida um EP a ouvir com toda a atenção e um dos melhores de 2007.

E agora, algumas palavras dos Ashes:

“O nosso EP é o resultado de bastante tempo de trabalho, durante o qual a banda passou por várias mudanças e foi influenciada de diversos modos, não só a nível musical como a nível pessoal.
Este trabalho acaba por reflectir em parte essas mudanças e vários estados da banda, e também as diferentes maneiras de ser dos seus membros, e por isso encontram-se nele diversos estilos de som conjugados. Podemos reparar que no nosso som existem tanto aspectos positivos, alegres e relaxados, como negativos, mais frustrantes e carregados.
Este EP transmite assim a vivência dos membros desta banda ao longo do seu tempo de vida. Se bem que instigamos as pessoas a sentirem-no à sua maneira pessoal, esperemos que recebam a energia positiva que a banda transmite, pois o nosso som não deixa de ser resultado de camaradagem e amizade combinada com óptimos e divertidos momentos passados na sua composição e não só.”

Ashes
EP
Ashes
Edição de Autor
Outubro 2007

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Lançamentos 2007 | Edição 14 | Sizo - Álbum - "Nice To Miss You"

Vivemos numa época em que se dá grande importância a uma boa produção, sendo ela meio caminho andado para o sucesso, no entanto, os Sizo quiseram ser (mais) audazes e fazer algo onde houvesse o mínimo de produção possível. O resultado disso mesmo, pode ser ouvido no álbum de estreia desta banda oriunda do Porto. “Nice To Miss You”, é um álbum cru, a debitar energia por todos os lados e extremamente eficaz, tal e qual como se os tivessemos a ver ao vivo, bem junto ao palco, ou não fosse este um álbum de rock. São 8 músicas que precisam de atenção, mas que de uma forma mágica nos ficam na cabeça! Ás vezes não é preciso complicar para se ter bons resultados, e os Sizo sabem isso muito bem. Um grande álbum, na minha opinião, a figurar nos melhores dos melhores de 2007.

E agora, algumas palavras dos Sizo:

“Sete músicas gravadas entre o fim da tarde e a madrugada do dia seguinte. Partimos para estúdio com o objectivo de captar aquilo que de melhor temos e que nos caracteriza: atitude, espontaneidade e energia. Achámos que só conseguiríamos captar isso se gravássemos ao vivo, todos na mesma sala e a tocar ao mesmo tempo (sem metrónomo, claro). O resultado agrada-me bastante. É estranho porque ouvimos por vezes comentários de pessoas a perguntar "Para quando uma gravação em condições?". Rio-me sempre porque se nós quisessemos uma gravação em "condições" tínhamos trabalhado nesse sentido, e seria até a opção mais segura e óbvia. O nosso objectivo foi precisamente captar um som sujo, pouco polido e real. Conseguimos! Experimentem ouvir o disco numa aparelhagem com bom som e ponham alto.”

Nice To Miss You
Álbum
Sizo
Edição de Autor
Agosto 2007

sábado, 29 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 13 | Long Desert Cowboy - Ep's - "Western Spaghetti" e "Sandshoes"

Nesta décima terceira edição de “Lançamentos 2007” falo não apenas de um, mas sim de dois registos do projecto Long Desert Cowboy, que é um dos (vários) projectos de Daniel Catarino, jovem talento alentejano. Ele é sem dúvida um jovem apaixonado pela música que não se deixa levar (apenas) pelos padrões tradicionais da música, e tenta de alguma forma criar algo novo, algo muito próprio. Este ano, e como já referi, Long Desert Cowboy lançou dois EP's de uma só vez, são eles “Western Spaghetti” e “Sandshoes”. São dois registos, são duas viagens por desertos nunca antes visitados, são dois mundos interligados por pontes virtuais e onde não habitam pessoas mas apenas som, sendo ele que manda, sendo ele que dita as regras. Experiências sonoras, bem conseguidas e com resultados excelentes. Quem ousa entrar nestes dois mundos, pode nunca mais conseguir sair deles.

E agora, algumas palavras de Long Desert Cowboy:

“Long Desert Cowboy pretende criar estéticas em vez de canções, como que bandas sonoras para várias situações da vida. Quis criar um ambiente musical em que a música e os sons à volta dela tivessem a mesma importância, como que uma associação inseparável entre música e vida. O ambiente “western” penso, no entanto, que é mais visual que musical, está ligado ao facto de ter gravado as músicas a ver filmes desse género. Estou contente com o resultado, mas já penso nos próximos trabalhos.”


"Western Spaghetti"
EP
Long Desert Cowboy
Test Tube
Outubro 2007








"Sandshoes"

EP
Long Desert Cowboy
Test Tube
Outubro 2007

Myspace de Long Desert Cowboy
Long Desert Cowboy na Test Tube - onde pode ser feito o download na integra dos dois EP's de Long Desert Cowboy

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 12 | Thje Guys From The Caravan - Demo - The Guys From The Caravan

Apenas 4 temas, mas o bastante para se ficar impressionado e deliciado. É caso para dizer: “poucos, mas muito bons”. Esta demo dos The Guys From The Caravan é um pequeno aperitivo para o que poderá vir aí num futuro - que se deseja próximo - e nos dá a conhecer um pouco daquilo que estes senhores são capazes de fazer. 4 belíssimas canções, 4 canções onde transpira alegria. Estes “The Guys” estão de bem com a vida, felizes por fazerem aquilo que mais gostam, (boa) música, e isso consegue-se ouvir em cada nota, em cada riff, em cada tema desta demo. Um registo, que apesar de não nos trazer algo completamenta novo, é fresco e nos trás algo um pouco diferente daquilo que por aí se ouve, e que em alguns momentos nos leva a recuar até outras décadas, até outros tempos onde para fazer boas canções não era preciso muito mais do que uma guitarra e voz. Uma demo que não pode passar despercebida a ninguém e The Guys From The Caravan é um projecto a ter em muito boa conta!

E agora, algumas palavras dos The Guys From The Caravan:

“Decorria o Inverno de 2006, quando surgiu “Just kiss me”. A música que deu origem aos The Guys from the Caravan, exigia ser gravada, uma vez que a banda era composta, unicamente, pelos dois elementos fundadores, Bruno Vasconcelos e Jorge Ferreira. A verdade é que queríamos dar vida à nossa primeira música e, sendo os meios escassos, a capacidade de exploração e maximização do material existente tornou-se uma mais valia.
Começaram-se, então, por gravar as guitarras e vozes de referência, para que depois a música pudesse tomar a forma desejada pelo núcleo criativo da banda. As ideias eram demasiadas para algo com o qual nos começávamos a identificar bastante. Tantas, até, que muitas delas nem se foram colocadas, para não “congestionar” a música e podermos, desta forma, criar algo simples e à nossa imagem.
Contentes com o efeito criado com a primeira música, não foi preciso esperar muito tempo para que mais três temas aparecessem, Breaking point; The Guy from the Caravan e Adam. Estes foram os primeiros quatro temas do projecto, e os temas que quisemos, desde logo, aproveitar para dar a conhecer.
Desde o início que sentimos que podíamos fazer algo que nos deixasse felizes com o nosso trabalho, no entanto a seriedade da mesma demo manifestou-se, de uma forma mais acentuada, quando outras pessoas, exteriores à banda, começaram a trabalhar nela, de igual forma, como foi o caso do André Neto (em gravação) e do Daniel Barradas (no design e na imagem da mesma). A verdade é que sentimos um peso positivo de alguma pressão externa, por parte de pessoas que viam no projecto qualidade para darem a cara por ele.”

The Guys From The Caravan
Demo
The Guys From The Caravan
Rasarte
Julho 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 11 | UMEED - Álbum - "Hustle & Bustle"

Mais um edição desta rúbrica – a 11ª - e desta vez vamos até Viseu. Apesar do frio que se faz sentir, o ambiente rapidamente se torna ameno e os verdadeiros responsáveis por esse aquecimento (global) são unicamente os UMEED. Extremamente melódico, sem nunca exagerar, o som dos UMEED é quente, aconchegante, e que por vezes nos faz recuar até à segunda metade da década de 80 e ínicio de 90, pelo menos a mim... “Hustle & Bustle”, o álbum de estreia destes senhores, é mais do que simples sons. São cores, são sentimentos, são aromas, é algo que nos desperta os sentidos, nos fascina e nos deixa de alguma forma surpreendidos. Um álbum para ver, sentir, cheirar e sem dúvida, ouvir.

E agora, algumas palavras dos UMEED:

"Como ouvintes, na fase da adolescência, ficámos cativados pelo mundo da música e por toda a cultura a ele associada. A ideia de conseguir transmitir sentimentos e emoções, através da conjugação de melodias e harmonias, foi algo que desde o início nos fascinou e que nos motivou a perseguir o sonho de criar um projecto que pudesse chegar às pessoas e criar nelas essas sensações agradáveis, que nós sentíamos quando ouvíamos os nossos ídolos.
Todo o universo retratado nas músicas que constituem o nosso álbum de estreia – Hustle and bustle, remete para uma vivência que oscila entre o desespero e a esperança de um mundo sem rumo tendo como princípio “lutar, sempre lutar” para afirmarmos a nossa existência.
Para nós, Hustle and bustle é muito mais do que uma compilação de 9 músicas. Hustle and bustle resulta da feliz união de músicos, letristas, amigos, fotógrafos, designers e um pintor (Neves Oliveira) que tornou físico todo este mundo de sons, como se pode observar no nosso website (www.umeed.net) onde cada música aparece representada em tela."

Hustle & Bustle
Álbum
UMEED
LAD Publishing & Records
Agosto 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

Lançamento 2007 | Edição 10 | Azevedo Silva - Álbum - "Tartaruga"

Azevedo Silva é um dos recentes talentos a despontar em terras nacionais. Depois de uma demo interessante, e que de alguma forma o incentivou a levar para a frente este projecto a solo, Azevedo Silva acaba por surpreender com o álbum de estreia “Tartaruga” e de uma forma bastante positiva. “Tartaruga” é um álbum um pouco diferente daquilo que tinha feito em “Clarabóia”, e acaba por ser algo mais concreto e definido, ajustando-se melhor ao que Azevedo pretende transmitir com a sua música. “Tartaruga” é um álbum de canções que apesar de belas, acabam por ser mais do que isso e pretendem chamar a atenção de quem as ouve para alguns dos problemas sociais que vivemos hoje em dia. De uma forma serena e pacífica, tenta despertar a atenção de todos para que de uma vez por todas saíam da apatia em que se encontram. Já aqui tinha gritado sobre "Tartaruga": “Um mundo belo, calmo, sincero, mágico, cheio de amor, livre, onde podemos gritar e dizer o que sentimos, e onde os nossos sonhos se realizam… sempre!”
“Tartaruga” é um álbum que não deve passar despercebido a ninguém, e Azevedo Silva é um nome a ter em muito boa conta.

E agora, algumas palavras de Azevedo Silva:

“Não lhe posso chamar um álbum de intervenção social mas pretendo expressar nele um protesto. Músicas como "Frio e Fome", "Bloqueio", "Inimiga", "Liberdade" ou "Abutres" incidiram sobre realidades do nosso modo de vida actual, situações que quis realçar e que vão desde o facto de considerar que a nossa juventude está aprisionada pela inércia (com o comando da televisão numa mão e o telemóvel noutra) até às condições sociais de violência doméstica, emigração e liberdade de expressão. Costumo criticar a atitude apática, desinteressada e conservadora de outras gerações e é irónico perceber que na minha subsiste essa maneira de estar. Aproveito para agradecer a todas as pessoas que se cruzaram comigo na criação e divulgação deste disco e, de uma maneira mais especial a: Filipe Grácio, Vasco Grácio, Pedro Moreira, Sónia Abrantes, Luís Costa e Sandra Reignoux.”

Tartaruga
Álbum
Azevedo Silva
Lástima
Março 2007

Myspace de Azevedo Silva
Azevedo Silva na Lástima (onde podem fazer download na integra de "Tartaruga")

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 9 | Madcab - Álbum - "Keeping Wounds Open"

Com seis anos de vida - onde aproveitaram para amadurecer e definir o som que queriam fazer – os Madcab editam o álbum de estreia da banda. “Keeping Wounds Open” é um álbum maduro, coeso, com um som caracteristico, com personalidade, acabando por ser (quase) perfeito. As guitarras distorcidas que acabam por soar melodicamente, acompanhadas por uma secção ritmica demolidora, deixam à voz a parte de encantar quem os ouve. São músicas que nos levam a estar entre a raiva e a calma, entre o belo e o violento. Já aqui o tinha dito, mas volto a dizer: “Keeping Wounds Open” é um álbum genial e está sem dúvida entre os melhores de 2007. Os Madcab são actualmente, uma das melhores bandas nacionais.

Agora, algumas palavras dos Madcab:

"Os Madcab começaram o seu percurso há 6 anos. Demorou o seu tempo até gravarmos um CD. Demorou o seu tempo até estarmos satisfeitos com as musicas que criámos. Se há coisa que não falta são bandas a lançar CDs assim que se formam, com pressa e sem a qualidade e o amadurecimento que um processo deste tipo precisa. Fazer música pelo simples amor à arte requer esforço e entrega, e a verdade é que estamos orgulhosos das inúmeras reacções positivas que temos tido. Cada crítica que recebemos do trabalho, enche-nos a cara com um sorriso. Têm sido todas extremamente positivas! Quando um trabalho alveja ter conteúdo, ser mais do que imediato, está destinado a tocar alguém. Foi isso que descobrimos.
Esta experiência, este CD, a música e a banda, têm sido sobre ultrapassar fronteiras, estabelecer relações, manter ligações: entre géneros musicais, entre pessoas, entre sentimentos, entre o interior e o exterior.
Os madcab (Luís S., Luís C., Filipe e Nuno) gostariam de agradecer ao Fernando Matias, ao Pedro Moreira, à Sónia Abrantes, e ao Luís Pinto. Mais ainda às centenas de pessoas que nos apoiam e vão ver ao vivo. Obrigado também aos milhares de pessoas que já fizeram o download do nosso CD e que nos escrevem a dar a sua opinião."

Keeping Wounds Open
Álbum
Madcab
Lástima
Fevereiro 2007

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 8 | a Jigsaw - Álbum - "Letters From The Boatman"

Recebi à coisa de mês e meio uma carta de Coimbra. Desembrulhei-a cuidadosamente e dentro dela estava um CD. Abri a caixa, retirei o CD, coloquei-o no respectivo leitor e pressionei play. O disco começa a girar, a música começa a tocar, e rápidamente me encontro aprisionado àquele som. Um som quente, melódico, entre o rock e o folk, que me contagia, e não me deixa sair dali. Entro numa viagem, dentro de um barco, em águas calmas, que me levam para locais desconhecidos mas extremamente belos. Cada canção é um sentimento diferente, um lugar novo que a minha alma explora. Como qualquer viagem esta também teve um fim, mas ao contrário de outras, posso entrar nela de novo num instante. É o que faço! “Letters From The Boatman”, o álbum de estreia dos a Jigsaw, é uma viagem, simplesmente bela e perfeita!

Agora, algumas palavras dos a Jigsaw:

"Quem são os a Jigsaw?
Pergunta difícil esta, porque nem sempre fomos os mesmos, e nós já não somos as mesmas pessoas que fomos ou que somos na altura que estas palavras chegam ao destino. Os a Jigsaw, são uma banda de Coimbra, composta por três elementos: João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, cujo registo musical se insere no campo do indie-folk-country-blues. Pelo menos isto é o que há de aparecer na primeira linha de qualquer biografia, entrevista ou artigo acerca de nós; mas falta o resto: o João Rui e o Jorri estão cá desde o principio, a Susana está cá há pouco tempo. Acabámos de ver o nosso primeiro album de longa duração editado, o "letters from the boatman". Muitas vezes surge a pergunta de o que queremos transmitir com a musica ou com o nosso som, e vem sempre à memória uma frase dita pelo Wayne Coyne (Flaming Lips): "se o rock n' roll está morto, então este nosso cd é mais uma mão cheia de terra para a campa do rock n' roll". Já nada se inventa, só se reinventa - talvez seja verdade, mas nós vamos tentar à mesma. Mas se realmente querem saber quem somos, no momento, na hora, venham ver um concerto nosso que ali é a melhor maneira de saber quem são os a Jigsaw. Entretanto, "1, 2, 3, Music" (Jim Reid - The Jesus And Mary chain)."

Letters From The Boatman
Álbum
A Jigsaw
Rewind Music
Setembro 2007

sábado, 1 de dezembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 7 | Organic Anagram - Álbum - "Londo By Night"

Organic Anagram é um projecto de Miguel Meruje que viaja entre Portugal e Inglaterra e leva a sua alma a procurar novos sons, que depois á noite, os materializa e os transforma em músicas. O seu mais recente trabalho, o álbum “London By Night”, é uma autêntica – e uso as palavras do Miguel – banda sonora para um filme inexistente. E assim sendo, poderá ser a banda sonora de cada um de nós, que nos acompanha no nosso dia-a-dia. É sem dúvida um trabalho interessante e que deve ser cuidadosamente apreciado, não uma nem duas vezes, mas várias vezes. A cada audição descobrimos sempre algo novo, sempre um lado que ainda não tinha sido ouvido, mas igualmente misterioso e mágico. Londres é sem dúvida a grande fonte de inspiração para este trabalho, e tem agora uma banda sonora, original e poética. Um trabalho no mínimo grandioso.

E agora, algumas palavras dos Organic Anagram:

“Depois de lançar o “Despair & Solitude” pela Enough, que foi influenciado pela mitologia nórdica e por aqueles ambientes saudosistas e um passado esquecido de Burzum, decidi que queria lançar a banda noutra direcção. Pegando um bocado numa ideia vitoriana da Londres que já não existe e de todo aquele impacto da industrialização que ainda se expande hoje com todos os problemas que a tecnologia, a impessoalidade, o ruído, as cameras de vigilância e tudo o que nos assola a identidade como humanos, tentei criar uma banda sonora para um filme inexistente. É por isso que acho que o “London By Night” é uma obra completa, porque tem oscilações, tem espaço para respirar, tem quedas, tem pontos altos, tem momentos onde a história se vai revelando, como um guião. Existe também uma temática de horror subjacente, talvez um bocado na ideia dos thrillers antigos, onde não é preciso ver o monstro para saber que ele é realmente assustador, mas a ideia de algo assim existir, ser perturbadora. Todas as peças contribuem para uma narrativa coesiva, como o Pedro Leitão da Test Tube disse. Vejo como um certo caos, que exactamente por ser caos não tem de ser organizado, como agora se tem o hábito de dizer, é um álbum negro, mas também contém momentos onde por entre as cortinas fechadas, entra uma luz. No tema central, o "City Halleys Host Murders" de 15 minutos, pode-se ouvir dizer "Numa escuridão que envolve o meu dia, escondo-me da realidade e sofro na ilusão de um amanhã cristalino que nunca chega" [Nota: ao contrário do que as pessoas pensam, essa voz não é de uma mulher, mas minha]. Se isto fosse uma edição comercial, penso que as pessoas escolhiam a "NW10" para single, convidei o Pelbu (Knuckledust, Bun Dem Out, Injury Time [LBU soldados ready mate!] para ler um poema e acho que ficou bastante bem.”


London By Night
Álbum
Organic Anagram
Test Tube
Outubro 2007

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 6 | Luís Costa - Demo - "...So Said The Mute"

Luís Costa é actualmente um dos melhores músicos nacionais, já o tinha dito e mesmo assim não me canso de o dizer de novo. A sua (ainda) curta carreira musical é já seguida de perto por muita gente, sendo inclusive uma referência para muitas dessas pessoas. “…So Said The Mute” é a sua terceira demo e o seu mais recente trabalho, e é na minha opinião um trabalho fenomenal. Um trabalho onde os sentimentos falam mais alto, constituído por músicas que despertam sentimentos, sentimentos em forma de músicas. Já por altura do seu lançamento, O Marsupilami falou sobre este trabalho: "São mais setes canções, sete experiências sonoras, que nos transportam para um mundo de fantasia e magia. A partir do momento que pressionamos play, como que levitamos ao sabor da melodia contagiante que as guitarras debitam, que por sua vez acompanham o ritmo de uma batida suave, como só Luís Costa sabe fazer!” Simplesmente: mágico!

E agora, algumas palavras de Luís Costa:

"Esta minha última demo – "...So Said The Mute" - representou para mim uma grande evolução em relação à anterior, não só a nível de composição mas principalmente ao nível dos arranjos e do cuidado dedicado aos mesmos. Desde o início, a única premissa com que parti para a composição e gravação destas músicas foi a de convidar outros artistas que tinha conhecido nos últimos 2 anos através da internet, de maneira a conseguir alcançar diferentes sonoridades que sozinho nunca conseguiria. Tive a sorte e o privilégio de poder contar com a colaboração de músicos incríveis que eu muito admiro, nomeadamente a Filipa Vale no violino, o Tiago Benzinho nos arranjos de cordas, o Afonso Cabral (dos Voodoo Economics) na voz e o João Santos (dos Khorda) nos samples e "background noises"; todos eles deram o seu cunho pessoal aos temas em que participaram, transportando-os para uma nova dimensão que eu nunca sonharia.
O título e o conceito da demo só surgiram já perto da fase final, quando procurei algo que unificasse todos os temas; a conclusão a que cheguei foi que o único denominador comum entre eles era simplesmente o facto de serem uma representação de vários sentimentos e estados de espírito meus, e de serem portanto a minha forma de me expressar, sem palavras. O título "...so said the mute" não se reduz no entanto à minha experiência pessoal mas pretende ser um tributo a todos aqueles que encontram formas criativas e artísticas de expressarem os seus mais íntimos desejos, medos, alegrias e frustrações, e que tornam um bocadinho menos solitária a vida de quem com eles se identifica."


...So Said The Mute
Demo
Luís Costa
Edição de Autor
Maio 2007


terça-feira, 27 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 5 | Skypho - Ep - "Nowhere Neverland"

Depois da promissora demo “Hidden Faces”, os Skypho presentearam-nos este ano com um novo trabalho, o EP de estreia “Nowhere Neverland”. E a verdade é que não defraudaram as expectativas daqueles que os vêem seguindo, conseguindo mesmo cativar a atenção daqueles que os conheceram através do referido EP. Com este registo os Skypho deram um passo em frente na sua carreira e com ele tentam chegar ao maior número de pessoas possível, mostrando aquilo que realmente são e que querem fazer. Mais trabalhado, mais ponderado, este EP é no mínimo poderoso, onde o poder das guitarras se funde com os sons tribais da parte rítmica da banda, fusão essa que cria ambientes ora extremamente enérgicos, ora perigosamente contagiantes… “Nowhere Neverland” é um excelente cartão de visita desta banda de Albergaria-a-Velha, servindo de aperitivo para o que virá aí, num futuro (próximo)!

E agora, algumas palavras dos Skypho:

"Bem-vindos ao “Nowhere Neverland”!
O EP “Nowhere Neverland” contém 5 temas (um deles intro) que representa bem aquilo que os Skypho são. É um trabalho a nosso ver versátil, com fusão de “ingredientes” resultantes dos gostos pessoais de cada elemento tais como: metal, grunge, rock, ska, funk e ambientes tribais… Quem nos conhece, sabe que gostamos de misturar estilos e culturas diferentes no nosso som e isso vê-se no resultado final de Nowhere Neverland. Este EP surgiu devido à necessidade de gravar algo com uma boa qualidade de som, bem produzido e masterizado e tentar dar um passo em frente no nosso percurso.
Em 2005 ganhámos o “Radicool” (Concurso de música moderna) em Manteigas, e um dos prémios era a gravação de um single, aproveitámos a oportunidade e gravámos mais 4 temas. Foi a 1ª vez que entramos em estúdio e foi uma experiência muito gratificante, demoramos algum tempo a gravar os 5 temas devido à incompatibilidade de horários e à distância, mas ao fim de 6 meses vimos satisfatoriamente o nosso EP concluído. O nosso produtor, Ivo Magalhães, foi uma importante ajuda e uma mais valia em todo este processo.
Queremos mostrar com “Nowhere Neverland” o que sentimos, o que gostamos de fazer, e claro, chegar ao máximo número possível de pessoas. Andamos a envia-lo para todo o lado e temos tido todo o tipo de reacções. Sabemos que não agradamos a todos, mas no entanto, na sua maioria, o EP tem obtido um excelente feedback em revistas, blog’s e pessoas que o adquirem, o que nos faz ter mais força para encarar o futuro enquanto banda.
“Nowhere Neverland” é uma pequena amostra do que será o nosso futuro álbum, que contamos começar a gravar brevemente. Esperamos que gostem do nosso trabalho e que continuem a seguir o nosso percurso."

Nowhere Neverland
EP
Skypho
Edição de Autor
Maio 2007

sábado, 24 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 4 | Peste & Sida - Álbum - "Cai No Real"

Nesta quarta edição de “Lançamentos 2007” falo do último trabalho de originais dos grandes Peste & Sida! “Cai No Real” é o mais recente registo da banda, que depois de uma paragem voltou á carga com um álbum fresco e carregado de energia, aliás se assim não o fosse não seria dos Peste & Sida. A verdade é que ao ouvir este trabalho, voltei atrás no tempo, sem sair de 2007. Voltei até aos fins de 80 inicio de 90 – e que bem que sabe – no auge da carreira destes senhores. Apesar da formação não ser a mesma da altura, o espírito mantém-se exactamente igual. Diversão, sem nunca esquecer as suas raízes e sempre, sempre com a língua afiada. É um álbum cheio de ritmo, que aquece o ambiente, faz as pessoas sorrir, faz-nos bem! É caso para dizer, quem sabe nunca esquece!

Agora, algumas palavras dos Peste & Sida:

Sobre o "Cai no Real" podemos adiantar que é seguramente o álbum que prova o regresso dos Peste & Sida com uma formação consistente e bem consolidada, com os objectivos bem definidos de promover o rock lusófono e satisfazer a malta que gosta de ouvir o português cantado. E o balanço que fazemos da digressão de 2007 é muito positivo e prova que esses resistentes ainda são uns bons milhares como tivemos ocasião de constatar muitas vezes que subimos aos palcos este ano - Barcelos, Guimarães, Odivelas, Amadora, Moita, Ourique, Elvas, Beja, Vila Viçosa, Seixal foram alguns bons exemplos de que a chama está bem viva!

Cai No Real
Álbum
Peste & Sida
D.A.S.
Maio 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 3 | Hanging By A Name - Álbum - Hanging By A Name

Coimbra é cada vez mais uma cidade multifacetada a nível musical. Por lá pairam novas ondas sonoras, algumas das quais criadas por um grupo de três amigos, que se juntaram para fazer música, canções com uma personalidade própria a transpirarem energia. Este álbum de estreia e homónimo dos Hanging By A Name (HBAN) é uma visão completamente diferente de Coimbra, que certamente não será a mesma depois deste álbum. O álbum homónimo dos HBAN é interessante, descomplexado, com uma parte rítmica forte e a guitarra ruidosa que dá força á voz, melódica e serena… As músicas flúem naturalmente, parecendo até que têm vida própria, sendo elas completamente livres e percorrendo os caminhos, as ruas que bem entendem! A música neste álbum é livre, e o som final é brilhante. Uma das grandes (e boas) surpresas do ano…

Ficam agora, algumas palavras dos HBAN:

“8 meses, 8 músicas escritas, ensaiadas e gravadas. Hanging By A Name não podia ser outra coisa que não homónimo, porque documenta de uma forma fiel o nosso processo de nascimento como banda. Espelha a atitude descomplexada, pragmática, por vezes cáustica, sem grandes considerações relativamente a géneros musicais e sem qualquer tipo de reserva em pedir emprestadas linguagens a vários, por forma a melhor exprimir uma ideia ou um sentimento, que temos em relação à música. Revela-se através de sons de guitarra atmosféricos e carregados de textura que rapidamente alternam com explosões de assinaturas rítmicas complexas ditadas pela bateria e suportadas por linhas de baixo ao mesmo tempo elaboradas e poderosas, num esforço colectivo para capturar em música todas as nuances e intensidade das histórias de vida que povoam as letras que a completam.”





HBAN
Álbum
Hanging By A Name
Lástima
Setembro 2007


Myspace dos Hanging By A Name
Hanging By A Name na Lástima

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 2 | Skewer - EP - "Whatever"

Nesta edição de “Lançamentos 2007”, destaco o mais recente trabalho dos Skewer, o EP “Whatever”. Quando parece que a moda é tentar ser diferente, os Skewer são diferentes ao não serem diferentes. Entenderam? Fácil! Para eles o rock é simples, é verso-refrão-verso-refrão! “Whatever” é tudo isso e é mesmo disso que fala. É um EP cru, simples e ao mesmo tempo melodico, contagiante e eficaz. É assim que eles vêm a música e é assim que eles se sentem bem, sendo que se fosse doutra forma não seriam os Skewer! “Whatever” é um EP totalmente livre de preconceitos sendo um retrato fiel deles próprios. Apesar de por cá as vozes serem outras, o certo é que os Skewer estão a passar nas rádios, blogs e imprensa no geral um pouco por todo o mundo. E isto não é cantiga nenhuma...

E agora, algumas palavras dos criadores de "Whatever":

“Whatever” é nosso primeiro trabalho oficial, as músicas dizem um pouco do que pensamos em relação ao que se passa no mundo da musica. Nós queremos transmitir total liberdade de fazer algo que não esteja nos padrões de comercialismo actual. Em “Whatever” queremos transportar as pessoas para um mundo em que não precisamos de ser originais, apenas sermos autênticos connosco e sentirmo-nos bem com isso, porque a originalidade está na visão de cada um e visto que isso é nosso jeito de evoluir e não é crime nenhum! Não queremos mudar só porque outros nos impõem isso! “Whatever” já diz a alguns: “Save Me From Myself”, não vou fazer o que tu me mandas, mais sim o que me dá vontade de fazer.”



Whatever
EP
Skewer
Edição de autor
Agosto 2007

Myspace dos Skewer
Sítio dos Skewer

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 1 | The Loyd - EP - "Done"

Nesta primeira edição de Lançamentos 2007, recuamos até ao mês de Março para destacar o EP de estreia dos The Loyd. "Done" - assim se intitula o EP - foi um marco na ainda curta carreira dos Loyd, e funcionou como que encerrar um capítulo e entrar num totalmente novo. A formação original sofreu alterações, o som ficou mais apurado e a banda tornou-se mais coesa.
O EP conta com 4 temas, 4 canções, 4 descargas de energia. O som dos Loyd é exactamente aquilo a que chamamos rock. Rock enérgico, nunca esquecendo a melodia que nos contagia e nos põe a cantar todas as músicas. Um bom começo da banda de Santa Maria da Feira, que promete muito mais!

Nesta rubrica não falarei apenas eu, sendo que os criadores e/ou compositores de cada trabalho em destaque, terão também a palavra. Ninguém melhor que o criador para explicar a sua obra!
Ficam agora, as palavras dos criadores de "Done":

"Com este EP procuramos transmitir às pessoas muita energia e as nossas ideias sobre o que nos move dia a dia. As letras tratam o amor, a amizade, os problemas e a maneira como encaramos a nossa vida. As músicas são compostas por fortes refrões e riffs de guitarra, letras simples, objectivas e facilmente assimiladas por qualquer pessoa. Os concertos ao vivo são um exemplo disso!!
“Done”, este é o nome do nosso primeiro trabalho. Um trabalho que para nós tem um significado muito especial e importante. “Done” resulta de muito trabalho, dedicação e algumas lágrimas que todos os elementos da banda tiveram que dispensar ao longo do ano de 2006 para que "Done" fosse possível. Como é do conhecimento de alguns, o ano de 2006 foi um ano de muitas emoções para nós. Em Maio de 2006 iniciamos a produção do EP, mas rapidamente contratempos, como a saída do nosso guitarrista e do baxista e por termos também ficado sem local para ensaiar durante 4 meses, fez-nos pensar muitas vezes em desistir, e tudo isto a meio do processo de produção do EP. Felizmente demos a volta por cima, com muita força, sacrifício e crença que o nosso sonho ainda era possível. Entraram elementos novos que também partilharam o mesmo espírito, fomos para estudio e depois de 3 meses de trabalho "Done" ficava concluido. Por todas as dificuldades que passamos e por ter sido sempre um grande sonho de todos nós, este trabalho será sempre um marco nas nossas vidas. Daí ser muito especial mesmo..."

Done
EP
The Loyd
Edição de autor
Março 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Lançamentos 2007 | Edição 0

É tempo de uma nova rubrica aqui no Marsupilami. Como nos vamos aproximando do final do ano, começa a ser tempo de rever o que foi feito a nível musical no nosso país. Durante o que resta deste mês e Dezembro deste ano e ainda durante alguns dias de Janeiro do próximo, o Marsupilami irá fazer diariamente (vou tentar!) um destaque daquilo que de melhor - na minha opinião - se fez por cá! O alinhamento será completamente aleatório e será como que um guia ilustrado 2007, da música feita em Portugal... É caso para dizer: "O Marsupilami dá o dobro por cada pinta sua em música portuguesa!". Aproveitem!
AGENDA DO MARSUPILAMI