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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ao Vivo | Festival da Juventude em Lourosa, Santa Maria da Feira [13, 14, 15 e 16 - 09 - 2007]

Apesar de a minha vontade ter sido outra, não me foi possível assistir a todo o Festival da Juventude deste ano em Lourosa, Santa Maria da Feira. Fiquei-me apenas pela metade do festival, que diga-se de passagem, foi excelente! Espero que esta iniciativa continue por muitos longos anos, e que continue a dar voz ás bandas do concelho, e ás bandas nacionais. Portugal tem bandas com qualidade igual ou superior a qualquer outra banda estrangeira. Fica agora, um pequeno relato dos dias que pude assistir…

Dia 3 – X-Wife e David Fonseca

Infelizmente não cheguei a tempo de ver a prestação dos X-Wife. Tinha alguma curiosidade de os ver, mas não me foi possível.

Seguiu-se então o David Fonseca. Quero antes de tudo dizer que não sou, aliás não era fã do David, apenas um curioso. No entanto, o que se passou nessa noite, fez com que a minha opinião mudasse em relação a este senhor. Sim, David Fonseca – e como se diz por estas bandas – é um Senhor. A sua actuação foi centrada nos êxitos da sua carreira a solo, não esquecendo o início de tudo, ou seja os Silence 4. Sempre muito bem disposto, comunicando com o público como se todos fossem amigos chegados, contagiou quem gosta e quem não gosta do seu trabalho, e a sua presença em palco é já marca registada. Destaco uma “brincadeira” que fez sobre a música de discoteca – que pelos vistos odeia – dos saudosos anos oitenta. Eu também odeio, mas a verdade é que conhecia todas elas… Em suma, uma concerto memorável de David Fonseca.

Dia 4 – The Loyd e Blasted Mechanism

Quarto e último dia, começou com uma banda da casa, os The Loyd. Frente-a-frente a uma grande multidão, aproveitaram para mostrar a todos aquilo de que são capazes. Bem dispostos, foram debitando energia que funciona como um íman, e atrai as pessoas para junto deles. Á medida que iam tocando, era notório que a plateia ficava mais composta. “Alone” – actualmente uma das minhas músicas preferidas deles – deixa de fazer sentido na medida em que os The Loyd, já não andam sozinhos. As suas músicas são cantadas por muita gente, sendo que na “Tear In The Pocket”, a multidão já canta mais alto que a própria banda! Mais um grande concerto dos The Loyd desta vez para uma grande multidão, que os aclamou!

E a encerrar a noite e o Festival da Juventude deste ano, nada melhor que os grandes Blasted Mechanism. E que há a dizer mais sobre estes senhores? Já não foi tudo dito? E depois o que se tem a dizer é uma repetição do que já foi dito várias vezes: excelente concerto! Estes senhores não brincam, cada concerto é um espectáculo único, e vivem-no como tal, como se cada concerto fosse o último dos Blasted Mechanism. Não me vou alongar muito mais, porque todos sabem o que acontece num concerto dos Blasted Mecahnism. Grandes músicas, presença irrepreensível, a multidão aos saltos, danças tribais, festa, etc, etc. Excelente!

Nota: Dentro de dias o relato de um amigo, que assistiu aos dois primeiros dias do festival, será publicado neste mesmo blog!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Na Grafonola do Marsupilami com os Blasted Mechanism

Que haverá mais a dizer sobre os senhores que se seguem? Os Blasted Mechanism são, na minha opinião e provavelmente na opinião de muito boa gente, uma das bandas mais originais que o nosso país conheceu na última década. Foram, e são – e espero que por muito mais tempo – uma mais valia da nossa música, e um exemplo a seguir! O Marsupilami quis saber um pouco mais sobre o planeta Blasted, o que é muito complicado, no entanto teve o privilégio de falar com o baixista da banda, o grande Ary! A conversa segue já de seguida...

Antes de mais, obrigado ao Ary e aos Blasted Mechanism, por aceitarem responder a algumas perguntas que vos queria fazer. Obrigado.

No início, quando decidiram formar os Blasted Mechanism, qual era o objectivo? Tinham já alguma ideia do que queriam fazer?

O nome Blasted Mechanism vem “importado” de outros tempos em que o género musical era outro e as tendências também, mas a partir de um certo momento com a edição de autor do primeiro single, o objectivo tornou-se claro: fazer algo que não existisse ou aglomerar coisas que já existem há muito tempo, mistura-las e condimenta-las.

O som que pretendiam na altura é o que fazem agora, ou as coisas foram surgindo com o tempo?

Como podes imaginar em meados dos anos 90 as coisas eram diferentes do que são hoje e claro que a aprendizagem faz-nos evoluir ou “involuir” dependendo do ponto de vista... De toda a forma o que sempre pretendemos não foi uma forma, mas sim um estado de espírito que ainda se mantêm.

Como funciona a composição das músicas dos Blasted Mechanism? Ainda se juntam, e tocam como uma banda de rock, e surge aí a base das vossas músicas, ou é um processo mais individual?

Em termos de composição os temas nascem de sessões de estúdio entre alguns de nós que depois, levamos para o seio da banda e são de novo arranjados nesse domínio.


Já ouviram inúmeras vezes isto, mas vocês são dos projectos mais originais dos últimos tempos. Dá a sensação até, que vocês vivem num mundo muito próprio! Sentem isso?

Sentimos que vivemos um sonho e como tal, cada um tem os seus sonhos, e nesse sentido talvez se possa dizer que é um mundo muito próprio.

Em relação ao dialecto criado por vocês, como surgiu a ideia de o criar?

Surgiu numa garagem em Linda-a-Velha quando alguém se insurgiu contra o inglês e na altura saiu um conjunto de fonemas que mais tarde iriam ser uma das bandeiras dos Blasted.

Sentiram em algum momento da vossa carreira, dificuldade em divulgar o vosso trabalho? E como têm feito essa divulgação?

A nossa carreira foi feita a pulso porque nem sempre fomos levados a serio, e como não nos enquadramos em nenhum estilo especifico tornou ainda mais difícil descobrir por onde chegar ás pessoas, mas chegamos com os espectáculos e com muito amor.


Sei que têm apostado também na internacionalização. Como tem decorrido esse processo, e o feedback tem sido bom?

Tem corrido optimamente! Já temos seguidores na Alemanha, em Itália, em Espanha e mais alguns países, mas como escrevi anteriormente, tal como em Portugal também no estrangeiro as coisas correm com calma e leva o seu tempo até as pessoas do ramo perceberem o que é Blasted, mas está a acontecer.

A net cada vez mais tem um papel crucial no campo da divulgação. No vosso último álbum, “Sounds of Light” não descuram isso mesmo. Qual é a vossa opinião relativamente aos programas P2P e consequente pirataria/partilha via net que se vive hoje em dia? Que benefícios ou prejuízos poderá trazer para uma banda como os Blasted Mechanism?

Para os Blasted a pirataria é como uma faca de dois gumes, por um lado a nossa musica chega a um número muito maior de pessoas, por outro lado perdemos a referência da real dimensão da banda uma vez que o numero de vendas deixa de ser uma referência nesse sentido. Existe um problema em relação à pirataria que é as pessoas não consumirem o álbum, apenas consomem temas e regra geral os singles o que vai mais tarde ou mais cedo revolucionar a industria. As bandas vão deixar de fazer discos... Vai ser pior? Vai ser melhor? Diferente concerteza.

Na vossa opinião, o mundo da música mudou muito desde a vossa formação, ou seja desde 1995?

Estamos a meio de uma das maiores transformações no ramo. As editoras grandes estão a falir, a venda de música esta a deixar de ter significado comercial ou seja a musica já e de graça neste momento, está tudo desencaixado. É caso para dizer: we are facing a blasted mechanism....

Que acham do actual estado do nosso país, quer a nível político-social, quer a nível musical?

Portugal é lindo...

Neste momento, que mais podemos esperar dos Blasted Mechanism? Quais os vossos próximos passos?

Estamos a preparar o próximo espectáculo, estamos na estrada a apresentar este álbum, e pró ano vamos dar mais umas voltinhas pela Europa, uma vez que este ano estamos por cá mesmo.

Curiosidades:

Como surgiu o nome Blasted Mechanism?

Está perdido nos anais do tempo.

A formação dos Blasted Mechanism foi sempre a mesma?

Não. Sofreu muitas mutações ao longo dos anos.

Influências?

Uns aos outros.

Existe algum tipo de dicionário do vosso dialecto?

Não mas talvez ainda possa vir a existir.

Qual ou quais os concertos mais marcantes dos Blasted Mechanism?

Todos.

Bandas nacionais que têm ouvido?

Isso tinhas que perguntar um a um.

Qual a personagem de banda desenhada preferida?

Igual à anterior.

Myspace dos Blasted Mechanism
Sítio dos Blasted

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A Agenda do Marsupilami | De 13 a 16 de Setembro | Festival da Juventude em Santa Maria da Feira

Quatro dias de rock (e não só), em Santa Maria da Feira! Rock feito no nosso país e do bom, é o que está previsto para o Festival da Juventude deste ano, a realizar-se na Via Estruturante em Lourosa. O destaque vai para, todos os dias... No entanto, sublinho o último dia, o dos The Loyd com os Blasted Mechanism! A entrada é grátis! A não perder por nada...
AGENDA DO MARSUPILAMI