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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AO VIVO | 2º dia do Festival Souto Rock | 11JULHO2009

Critica ao segundo dia do Festival Souto Rock que aconteceu a 11 de Julho do corrente ano, por Edgar Costa (texto) e Pedro Cola (fotos).

Roriz é uma aldeia do concelho de Barcelos, minhota quanto baste na arte de bem receber e no paladar do seu vinho verde. O Souto Rock sem Roriz não é nada e vice-versa de modo que cada ano que passa o festival excede as expectativas e este ano a segunda noite do festival foi sem dúvida um enorme sucesso. A afluência de público, o ambiente, os nomes do cartaz e a entrada livre.

Indign2

Por volta das 22h30 os barcelenses Indignu abriram as hostilidades. De facto, surpresa é a primeira palavra que apetece dizer para quem conhece o passado da banda. Agora em formato quarteto a banda viaja pelo progressivo, pelo post-rock e pelo psicadélico e ainda ousa construir excelentes temas a partir de palavras de Valter Hugo Mãe, como é o caso de “Duzentas P.P.U.M.M”. Tema esse, que segundo a banda fará parte do primeiro longa-duração. Uma excelente actuação de aproximadamente 45 minutos, não havia melhor maneira de abrir a noite.

Alt7Ouvem-se acordes rock’n’roll a agitação aumenta, e os ALTO! começam a aquecer definitivamente as hostes. O enérgico João Pimenta vai dando ritmo à sua pandeireta e os restantes músicos correspondem com riffs certeiros. Obviamente que as comparações com Green Machine surgem de imediato, ou não fosse para além do conhecido vocalista, também Bruno Costa (guitarra) membro da máquina verde. No entanto, há em ALTO! umas letras bem arrojadas, exemplo disso é o tema com que encerraram a sua prestação “10000 Candidates To Kill Obama”.

BlackBombaim7Tema esse que já contava com a colaboração de Miranda, guitarrista da banda seguinte, os Black Bombaim. E o que as duas bandas fizeram foi encaixar o espectáculo, literalmente. Sendo o baterista de ambos os projectos, a missão foi bem cumprida e quando nos apercebemos, já o power-trio instrumental estava a debitar o seu potente stoner-rock. Com uma segura secção rítmica, a guitarra torna-se rainha e senhora e faz-nos viajar tão depressa pelo deserto como pelo espaço em riffs de cortar a respiração. Nota-se que a estrada que têm percorrido lhes confere uma enorme solidez. Grande set de cerca de 40 minutos que o jovem trio apresentou.

Bunnyranch6A noite estava quente, as três primeiras bandas barcelenses não deixaram os seus créditos por mãos alheias e as cerca de 5 centenas de pessoas ansiavam pelos cabeças de cartaz, os Bunnyranch. Não iriam ter tarefa fácil, sobretudo depois da quente actuação dos Black Bombaim. No entanto, Kaló conseguiu amarrar o público e a noite era sem dúvida de Bunnyranch. Muita consistência, umas teclas deliciosas, uma guitarra com o som correcto; Pedro Calhau e “Can´t Stop The Ranch” é uma das imagens da noite. E o público foi à loucura… cenas de explícita nudez por parte de um senhor mais entusiasta, marcaram também a actuação da banda de Coimbra, que além dos temas mais recentes passou revista por alguns mais antigos, sempre com boa resposta do público. Era inevitável o encore exigido pelos presentes, e os Bunnyranch fecharam assim da melhor maneira uma grande noite de um festival que se arrisca a ser mítico nas próximas edições.

Myspace do Souto Rock

Myspace dos Indignu

Myspace dos ALTO!

Myspace dos Black Bombain

Myspace dos Bunnyranch

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ao Vivo | Tom G Hamilton + Destil'Art | 27.06.2008

Em mais uma edição da Covifeira na cidade da Covilhã, o palco foi entregue a Tom G. Hamilton e Destil’Art.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Tom G. Hamilton abriu com a excelente “Sexy You”, demonstrando uma sonoridade acústica envolvente, cativando desde logo o público que se encontrava presente em boa quantidade, e principalmente qualidade, para uma noite animada. A guitarra eléctrica fez-se ouvir mais alto daí por diante e da set list fizeram ainda parte temas como “Glambam” e “Bloody Cold” , com um riff de guitarra bastante quente. Foi um concerto surpreendente onde Tom Hamilton fez o que, tal como disse ao público, melhor sabe fazer: tocar guitarra. São riffs contagiantes e potentes aqueles que saem da sua guitarra e que electrizam quem o ve em palco ou ouve através do Myspace. Riffs que já percorreram desde auto-promoções da RTP a novelas da SIC como “Vingança” (caso do tema “Rock That’s Higher” que também fez parte do alinhamento).

Destil__Art_by_lights_outSeguiram-se os Destil’Art, que já não são propriamente uma novidade para mim, embora não parem de surpreender a cada concerto. Esta terceira performance a que assisti foi provavelmente a melhor. Um concerto recheado de temas novos e surpreendentes, aqueceu o público e exigiu que a permanência da banda em palco se alongasse para lá do que se encontrava previsto. O alinhamento contou com os temas “Olha para trás”, “Roll”, “Linha Contínua”, “Dentro de Nós” “No meu, no teu (Tempo)” e temas novos como “Suspiro”, “A estação parou”, “Dá-me mais”, “Sonho Veloz”, “Nada a perder”, entre outros. A inevitável “Casos Banais”, da qual já podemos ver o videoclip no Myspace e sítio da banda também constou do alinhamento. Sempre implacáveis e com muito Rock e qualidade para mostrar, a banda prova que a cidade da Covilhã talvez seja pequena para servir de fronteira para a sua música, e certamente palcos maiores os esperam um pouco por todo o País.

Colaborador: Vítor Costa

Fotos por: danielaGigante

Myspace de Tom G Hamilton

Myspace dos Destil'Art

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ao Vivo | Azevedo Silva | 17.05.2008

AS Ansiava à muito por ver Azevedo Silva ao vivo e chegou finalmente a oportunidade de ouro. Após o EP “Claraboia” e o álbum “Tartaruga”, Azevedo Silva decidiu acordar o país e brindar-nos com um magnífico álbum de nome “Autista”. No dia 17 de Maio, apresentou-se ao público da FNAC do Gaia Shoping, em mais um concerto entre muitos outros que tem dado pela zona Norte do país.

Da set list fizeram parte “De Olhos Fechados”, “A Morte”, “Um Pobre Diabo”, “Pena”, “Rugas”, “Die Mauer” e “Sem Rasto” do mais recente trabalho. A Tartaruga marcou passo com “Palavras de Ninguém” e “Deus Pânico”. Embora não tenha sido surpreendente para mim, Azevedo Silva e Filipe Grácio (Guitarrista dos Madcab) apresentaram-se em excelente forma, fruto certamente do amadurecimento que os vários concertos que têm dado lhes proporcionou, assim como do entendimento entre ambos. Foi um serão agradável, cheio de boa música, conversa e houve tempo até para uma versão a dois da faixa “Countless Joys of Commercial Suicide” dos Madcab em Off. Foi um excelente concerto, com a melancolia e ambiente que as músicas pediam e com a criatividade necessária para recriar ao vivo tudo o que podemos ouvir nos registos de estúdio.

Certamente que o nome Azevedo Silva ainda vai fazer correr muita tinta. Por enquanto é de aproveitar as numerosas datas que se encontram marcadas e que vão percorrer um pouco todo o País. Numa próxima oportunidade eu não perderei o meu lugar, certamente.

Colaborador: Vitor Costa

Myspace de Azevedo Silva

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ao Vivo | Sequela + Destil''Art + Tree Valley + Conceito:Pele | 10.11.2007

Realizou-se no passado dia 10 de Novembro o Teixoso Garagem Rock Vol. IV e faziam parte do cartaz os Sequela, Destil''art, Tree Valley e Conceito:Pele.

Os Sequela foram os primeiros a aquecer o público e a oferecer uma boa hora de rock em português. Tinha-os visto à pouco tempo, por alturas da Recepção ao Caloiro da UBI, no entanto, o concerto foi bastante diferente e cativou-me mais, também devido à sala ser mais pequena e estarmos mais junto ao palco, mais perto da banda, o que favorece o som dos Sequela. Foi mais um bom concerto dos Sequela!

Seguiram-se os Destil''art, para mim a maior surpresa da noite! Que grande concerto deu a banda da covilhã. O público aderiu e o calor humano fez-se sentir no recinto da Juventude Teixosense. Os Destil''art apresentam um rock cantado em português, mas no fundo são bem mais do que isso. Uma banda rock com uma presença em palco irrepreensivel, músicas que transmitem mensagens, uma musicalidade impressionante e uma grande qualidade como colectivo. Ficou sem dúvida a vontade de os rever num futuro bem próximo. O destaque vai para os temas “Casos Banais” e “No Meu, No Teu Tempo”, embora todos os temas sejam de uma coesão e maturidade impressionantes.

Em seguida subiram ao palco os Tree Valley. Com uma sonoridade e presença em palco a relembrar o espirito grunge, facilmente cativaram toda a minha atenção. Foi um excelente concerto onde a banda, sempre divertida e sempre pronta a divertir o público, facilmente manteve os aplausos que as suas antecedentes já tinham arrancado. O auge do concerto aconteceu nas duas covers que a banda realizou e que meteram todo o publico a cantar, foram elas “Yellow Ledbetter” dos Pearl Jam e “Keep On Rockin In The Free World” de Neil Young.

Para acabar a noite em grande, vieram do Porto os Conceito: Pele. A curiosidade em vê-los era grande mas por mais expectativas que tivesse criado nenhuma chegaria ao que na realidade aconteceu. Houve bem mais que simples músicas. Houve um sentimento enorme na sua interpretação, houve dor, houve todo um conjunto de factores que certamente arrepiaram quem os ouviu e viu. Os conceito:Pele trouxeram consigo o vocalista dos Chemical Wire e o guitarrista dos Homem Mau que os auxiliaram em dois temas. O meu destaque vai para os temas “Lugar em mim”, “Fantasma” - este último com a colaboração do guitarrista dos Homem Mau - e “Forma de um mal” - onde colaborou a voz dos Chemical Wire.
Deixo agora algumas palavras de Orlando – guitarrista dos Conceito:Pele - que explicou desta forma o tema “Fantasma”, bem como a participação do guitarrista dos Homem Mau:
"Ele [guitarrista dos Homem Mau] entrou na música chamada "Fantasma". Essa música é uma música que serve também um propósito e chama-se assim porque é diferente em todo o lado em que tocamos. Temos uma base, mas a partir da mesma criamos on stage sempre músicas diferentes, porque cada sítio e cada local tem os seus próprios fantasmas. Sendo assim, é uma absorção do que o público nos dá e daquilo que sentimos no momento."

Foi uma excelente noite nesta localidade da Covilhã que teve pela quarta vez esta excelente iniciativa. De louvar! Fica o aplauso à Associação Cultural e Desportiva Jovem Teixo!



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ao Vivo | Sequela + Dapunksportif + Wraygunn na recepção ao caloiro da UBI | 01.11.2007

No dia 1 de Novembro e no decorrer da semana de recepção ao caloiro da Universidade na Beira Interior (UBI) subiram ao palco do pavilhão da ANIL os Sequela, Dapunksportif e Wraygunn.

A tocar em casa os Sequela não tiveram dificuldades em aquecer o público que se começava a juntar na frente do palco e que os ouvia com atenção. Vinha do palco um som bem construído, carregado de energia e boa disposição. Rock em português e em boa forma, foi o que mostraram os Sequela!

Seguiram-se os Dapunksportif, uma das bandas que mais curiosidade tinha em ver ao vivo, e diga-se de passagem que não desiludiram em nada as expectativas elevadas que criei para este concerto. Com uma excelente presença em palco e sempre com uma energia contagiante, a banda de Peniche concentrou o público na frente do palco e ofereceu grandes momentos a quem os viu. A actuação acabou em apoteose com a música “Summer Boys”. Além deste tema, destaco ainda “I can’t move” e o single “Private Disco”, ambos temas que figuram no álbum de estreia dos Dapunksportif “READY! SET! GO!”.

Terminada a brilhante actuação dos Dapunksportif e quando parecia difícil superar a mesma, subiram ao palco os Wraygunn, que vieram certamente de outro planeta! O que aconteceu na hora e meia que se seguiu não está certamente ao alcance de muitos. Houve muita e boa musica, houve saltos, houve “mosh”, houve corpos à altura das cabeças, diversão, tudo o que um excelente concerto pode gerar. Momentos de puro rock, outros mais dançáveis (como na excelente "She’s a Goo Goo Dancer"), outros de Blues no seu estado mais puro… E se a tudo isto juntar-mos um ser diabólico e completamente electrizante – o grande Paulo Furtado – teremos então os Wraygunn! No fim, ainda houve tempo e energia para o líder dos Wraygunn caminhar por entre o público até meio da ANIL, e ser devolvido ao palco em "crowd surfing", erguer-se de novo e acabar a actuação em glória, despedindo-se do público com as frase: “Façam muito amor hoje” e “Até breve…muito breve!”. E então, até breve!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ao Vivo | Slim Jim no SA em Ovar | 26.10.2007

Há muito tempo que queria ver os Slim Jim ao vivo, e por isso mesmo fui para este concerto com alguma ansiedade e muita curiosidade. Em algumas conversas com Canigia – vocalista da banda – sentia que precisava de os ver ao vivo para ficar a conhecer realmente o verdadeiro som dos Slim Jim. Ora, isso aconteceu no passado dia 26 de Outubro.
A nova casa de concertos – a Sociedade Anónima (SA), em Ovar – foi remodelada e é actualmente um local bem agradável, sendo que bem aproveitada poderá ser uma boa casa para concertos, assim haja vontade e dinheiro. A SA encheu-se de amigos e curiosos para ver os Slim Jim, que por volta da meia-noite fazem a vontade a todos e começam a sua actuação.
A actuação começou de uma forma tímida, mas que com o decorrer da mesma foi ganhando consistência e solidez. Os riffs debitados pela guitarra de Canigia são poderosos, que acompanhados pela bateria e baixo em completa sintonia, ganham ritmo e dinâmica. A interactividade com o público é excelente, e Canigia é um verdadeiro homem de palco, mantendo sempre a chama acesa entre a banda e o público. Um destaque em particular para uma música cantada em português, e onde os Slim Jim pedem ajuda ao público, para que cantem com eles a música! O público responde afirmativamente, o objectivo está alcançado e o concerto acaba em grande!
Em suma, um bom concerto! As expectativas que tinha de início foram superadas, e estes senhores mostraram que têm um grande potencial. Apesar de se notar várias influências, acabam no geral por ser possuidores de um som característico, um rock cru e extremamente eficaz. Iremos certamente ouvir falar muito mais dos Slim Jim, num futuro bem próximo…

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ao Vivo | MRM e Paulo Barros no TimeOut Rock Café em Ovar | 26.10.2007

Mean Rock Machine

Apesar do atraso (constava-me que começariam às 23h mas só começaram à meia noite), valeu a pena esperar para ouvir esta promissora banda de Hard Rock de Vila Nova de Gaia.
Fiquei deveras impressionada com a criatividade de todo o colectivo mas mais especialmente com Litos, guitarrista da banda, que deliciava o publico com solos extremamente bem elaborados. Na voz, Manu fez justiça ao género demostrando uma voz bastante melódica e ao mesmo tempo poderosa! Nuno na bateria teve também algumas passagens interessantes e Ivo no baixo e Peres na Guitarra ritmo a complementar as ondas sonoras que pairavam no Time Out naquele momento de boa musica.
Com uma sonoridade bastante pessoal mas sempre evidenciando a influencia do Hard Rock tradicional, a banda promete e concerteza ainda vamos ouvir falar muito dos MRM!

Paulo Barros

Pouco tempo depois era a vez de Paulo Barros, o Senhor da guitarra juntamente com José Aguiar no seu potentoso baixo de seis cordas e o jovem Nelson Silva na bateria que demonstrou uma destreza e execução excelentes com “batidas” extremamente técnicas e de uma criatividade espectacular que encaixava na perfeição com toda a envolvente musical.
Paulo demonstrou ser um musico extremamente divertido em palco fazendo caretas e interagindo com os outros elementos e também uma pessoa que se preocupa com o que o rodeia, criticando sem papas na lingua o país.
Após um pequeno imprevisto com a sua Guitarra Brian Moore,pois apesar de eu sinceramente não me ter apercebido, Paulo Barros afirmou estar desafinada, trocou para uma Line 6 que segundo os entendidos esta guitarra é dotada de tecnologia de ponta, ora para um bom guitarrista uma boa guitarra!
"K:arma 6" é o terceiro album de Paulo Barros a solo, e já se encontra disponível nas lojas assim como em http://www.paulobarros.net/, álbum este repleto de melodia e energia, em que a guitarra é a personagem principal!


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ao Vivo | The Allstar Project no Fundão | 29.09.2007

No passado dia 29 de Setembro e no âmbito do festival de cinema jovem IMAGO que se realizou no Fundão, os The Allstar Project subiram ao palco do auditório do festival e ofereceram ao público presente duas maravilhosas actuações.

A primeira consistiu em dois temas que a banda de Leiria utilizou para musicar cerca de 30 minutos do filme “Empire” de Andy Warhol. E que bem o fizeram! Usando a sua música como grande arma para cativar o público, deixaram no ar o que aí viria, e acabaram esta primeira actuação do dia em autêntica apoteose!
Mais tarde, subiram ao palco para deliciar os presentes com a apresentação do seu álbum de estreia “Your Reward… A Bullet”, que viu a luz do dia no passado dia 22 de Outubro. O som dos The All Star Project situa-se entre um Shoegaze e um rock alternativo sendo algo difícil de descrever. Consideremos três guitarras, um baixo, uma bateria e muita criatividade acima de tudo. É a isto que soam os The All Star Project. Destaque para a capacidade notável de criar ambientes com as suas músicas assim como a de arrepiar quem os ouve. O repertório da banda foi constituído por sete músicas, sendo que todas elas estão presentes no já referido álbum de estreia da banda. Os meus destaques vão para o tema “Polaris” e para o encore “Frienemies”, encore curioso e quase privado. Prémio merecido para os resistentes que chamaram pela banda e assim viram este último tema num ambiente ainda mais íntimo e mágico. Assim terminou um excelente concerto da banda de Leiria, que provou – para quem ainda tinha dúvidas – a qualidade da mesma. Fica o convite para apreciarem o trabalho da banda no myspace, no álbum ou então num dos concertos que vão dar pelo país nos próximos tempos, onde certamente a musica dos All Star Project ganha outra dimensão, ambiente e encanto.

De salientar a excelente qualidade do espaço e do som, o que só engrandeceu o excelente concerto, assim como a presença de uma tela na retaguarda do palco onde eram projectadas imagens, transmitindo assim uma maior criação de ambiente às musicas.


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ao Vivo | Festival da Juventude em Lourosa, Santa Maria da Feira [13, 14, 15 e 16 - 09 - 2007]

Apesar de a minha vontade ter sido outra, não me foi possível assistir a todo o Festival da Juventude deste ano em Lourosa, Santa Maria da Feira. Fiquei-me apenas pela metade do festival, que diga-se de passagem, foi excelente! Espero que esta iniciativa continue por muitos longos anos, e que continue a dar voz ás bandas do concelho, e ás bandas nacionais. Portugal tem bandas com qualidade igual ou superior a qualquer outra banda estrangeira. Fica agora, um pequeno relato dos dias que pude assistir…

Dia 3 – X-Wife e David Fonseca

Infelizmente não cheguei a tempo de ver a prestação dos X-Wife. Tinha alguma curiosidade de os ver, mas não me foi possível.

Seguiu-se então o David Fonseca. Quero antes de tudo dizer que não sou, aliás não era fã do David, apenas um curioso. No entanto, o que se passou nessa noite, fez com que a minha opinião mudasse em relação a este senhor. Sim, David Fonseca – e como se diz por estas bandas – é um Senhor. A sua actuação foi centrada nos êxitos da sua carreira a solo, não esquecendo o início de tudo, ou seja os Silence 4. Sempre muito bem disposto, comunicando com o público como se todos fossem amigos chegados, contagiou quem gosta e quem não gosta do seu trabalho, e a sua presença em palco é já marca registada. Destaco uma “brincadeira” que fez sobre a música de discoteca – que pelos vistos odeia – dos saudosos anos oitenta. Eu também odeio, mas a verdade é que conhecia todas elas… Em suma, uma concerto memorável de David Fonseca.

Dia 4 – The Loyd e Blasted Mechanism

Quarto e último dia, começou com uma banda da casa, os The Loyd. Frente-a-frente a uma grande multidão, aproveitaram para mostrar a todos aquilo de que são capazes. Bem dispostos, foram debitando energia que funciona como um íman, e atrai as pessoas para junto deles. Á medida que iam tocando, era notório que a plateia ficava mais composta. “Alone” – actualmente uma das minhas músicas preferidas deles – deixa de fazer sentido na medida em que os The Loyd, já não andam sozinhos. As suas músicas são cantadas por muita gente, sendo que na “Tear In The Pocket”, a multidão já canta mais alto que a própria banda! Mais um grande concerto dos The Loyd desta vez para uma grande multidão, que os aclamou!

E a encerrar a noite e o Festival da Juventude deste ano, nada melhor que os grandes Blasted Mechanism. E que há a dizer mais sobre estes senhores? Já não foi tudo dito? E depois o que se tem a dizer é uma repetição do que já foi dito várias vezes: excelente concerto! Estes senhores não brincam, cada concerto é um espectáculo único, e vivem-no como tal, como se cada concerto fosse o último dos Blasted Mechanism. Não me vou alongar muito mais, porque todos sabem o que acontece num concerto dos Blasted Mecahnism. Grandes músicas, presença irrepreensível, a multidão aos saltos, danças tribais, festa, etc, etc. Excelente!

Nota: Dentro de dias o relato de um amigo, que assistiu aos dois primeiros dias do festival, será publicado neste mesmo blog!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Ao Vivo | Sonic Whip no TimeOut Rock Café em Ovar [07-09-2007]

Na passada sexta feira [07.08-2007] o Time Out Rock Café recebeu os Sonic Whip. Oriundos de Gaia e no activo desde 2003 já não é para mim uma novidade vê-los em palco, é sim, sempre uma surpresa, uma excelente surpresa!
Faz quase um ano que os vi pela primeira vez e desde aí, a evolução da banda tem sido notória traduzindo-se em concertos cada vez mais sólidos e energéticos. O som dos Sonic Whip encontra-se no geral entre o rock e o punk. Chamar-lhe-ia um rock bem enérgico, um punk como manda a regra!
Chegaram então ao Time Out trazendo o álbum de estreia intitulado “The Devil And Me”, assim como novos temas nos quais a banda ainda vai continuar a trabalhar para um provável segundo álbum. Durante a 1 hora e 20minutos de concerto, houve muito boa musica, conversa com o público, dedicatórias, de tudo um pouco. Começando com o tema “Sway” (single do álbum de estreia) a banda mostrou desde cedo uma enorme coesão, fruto do tempo à que tocam juntos e dos concertos que têm dado em bares, concursos e festivais. O reportório da banda contou com dezassete temas, sendo que o álbum “The Devil And Me” foi quase, à excepção do tema “Love Trip”, tocado na totalidade. Entre os novos temas, destaque para “Follow”, uma música que demonstra um lado mais pesado dos Sonic Whip, com riffs mais duros e descolando-se um pouco do rock mais melódico, e para “Friday 13th”, uma das notáveis novas músicas deste quinteto. É de salientar, que este concerto marcou o fim de um ciclo da banda, e o início de uma nova fase, que promete ser ainda melhor!

Mais um excelente concerto – de uma banda que promete grande voos – que podemos assistir no Time Out Rock Café em Ovar, e que teve boa afluência por parte do público.


sábado, 8 de setembro de 2007

Ao Vivo | Festival Rock no TimeOut Rock Café em Ovar [17-08-1007]

No passado dia 17 de Agosto do corrente ano e a faltar menos de um mês para o seu primeiro aniversário, o TimeOut Rock Café em Ovar, organizou um festival direccionado para o estilo de música que o tem acompanhado ao longo deste ano: o Rock! A noite contou com quatro bandas nacionais, os Paramécia de Válega, os Blakberry e os Mind Effect do Porto e os The Loyd de Santa Maria da Feira.

A noite começou por volta das zero horas e com os Paramécia, que trouxeram consigo um rock em português bem construído. Foram 45 minutos de bom rock, com o total empenho por parte dos elementos da banda, conseguindo uma actuação sólida e bem conseguida. Após o concerto, e em conversa com a banda, soube que pretendem entrar em breve para estúdio a fim de gravar alguns temas da banda, para poderem divulgar melhor este projecto.

Os senhores que se seguiram foram os Blackberry, senhores esses que desembrulharam no TimeOut o recente EP de estreia da banda. Com um rock contagiante e enérgico, os Blackberry fizeram ouvir pela primeira vez as vozes do público, que preenchia já razoavelmente a casa. Esse momento foi durante o tema “Menino da mama”, primeiro single do referido EP. A experiência em palco, fruto dos vários concertos que a banda tem dado, fez da sua actuação uma festa! Divertidos, (mesmo quando acidentalmente o vocalista mandou o microfone ao chão), empenhados e com garra, foram uma boa surpresa!

A terceira banda a subir ao palco, tinha nessa noite a oportunidade de se estrear e ao vivo, e diga-se de passagem, fizeram-na em grande! Foi mesmo uma grande estreia dos Mind Effect! Com um som poderoso, ofereceram a todos aqueles que estavam presentes no TimeOut, um grande espectáculo! Com constantes alterações de ritmo e riffs vertiginosos de guitarra, aliados a uma presença em palco irrepreensível, prenderam a atenção de todos, não deixando ninguém indiferente. Temas como ”Human Disease” e “Proud Of You” ficarão na minha cabeça por algum tempo, ficando ainda o desejo de voltar a ver estes senhores, e num futuro bem próximo!

A última banda a subir ao palco, foram os The Loyd! A noite tinha vindo em crescendo a nível de qualidade das performances das bandas, e os The Loyd mantiveram essa tendência, e deram a todos os presentes, o final ideal! Com a energia aliada á excelente presença em palco de que já nos vêm habituando, contagiaram todos, e puseram todos a cantar vários temas da banda! A coesão e a ligação que existe entre cada elemento da banda é cada vez mais forte, e isso é transmitido ao público, que acaba por se juntar a essa cumplicidade… Os temas do EP são já conhecidos por todos os que os acompanham, bem como os novos temas, como é o caso particular de “Alone” e “I’ll Be Waiting”. A actuação dos Loyd acabou ao som da cover “I Believe In Miracles” dos Ramones, e com o vocalista dos Blackberry em cima do palco com eles! A noite acabou da melhor forma possível! O rock é mesmo assim!

É sempre de louvar este tipo de iniciativas, embora fique sempre algo por fazer! Apesar de ser Agosto, mês de férias para quase toda a gente, o TimeOut esteve bem composto. A actuação das bandas foi irrepreensível e o público fez a festa! Noites destas são sempre bem vindas!

Colaborador: Vítor Costa

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ao Vivo - The LOYD no Tenalha Caffé em Santa Maria da Feira [21-07-2007]

Na véspera de mais um concerto (amanhã no Time-Out em Ovar), e em antevisão do mesmo, deixo aqui umas palavras sobre o último concerto dos Loyd! Foi há já algum tempo eu sei, mas como se diz muitas vezes, mais vale tarde do que nunca...

Ver os Loyd, é algo que não me deixa indiferente, por várias razões, sendo que a maior parte delas não são para aqui chamadas. Há sempre um nervoso miudinho, há sempre uma grande expectativa! E no entanto, eles sempre me surpreendem, e sempre pela positiva. Cada concerto deles é como que um degrau que acabam de subir, de uma escada que eles próprios vão construindo e que os levará a um lugar melhor. Eles nunca olham para trás, e de uma forma humilde e consciente sobem cada degrau, sem pressas, mas de forma segura. O concerto do passado dia 21 de Julho foi mais uma prova disso.

O concerto começou de forma suave, como que preparando todos aqueles que enchiam por completo o Tenalha Caffé em Santa Maria da Feira, da energia que aí viria, energia essa que começaria a ser libertada ainda durante o primeiro tema da noite! Estava dado o mote para o início de uma grande noite! Aliás, mais uma na companhia dos Loyd. As músicas seguem-se umas atrás das outras, o tempo vai passando e todos desejam que este momento não acabe. A certa altura, Joe (vocalista e guitarrista) diz: “Tocar para os amigos é mais difícil que tocar para alguém que não se conhece!”. E é bem verdade!

Para definir o som que sai de cima do palco basta apenas uma palavra: Rock! Eles são verdadeiros rockers, e quando estão em palco dão tudo por tudo de forma a tornar aquele momento numa festa! Essa noite não foi excepção. Há tempo para tudo, para tocarem as quatro músicas do EP "Done", algumas (boas) novidades e até algumas músicas que já estavam guardadas no baú da memória, incluindo uma versão de “I Believe In Miracles” dos Ramones! O fim estava perto, mas eles não escapariam sem um encore.

Sempre que acaba um concerto fico com a sensação que o verdadeiro som dos Loyd ainda não foi captado na perfeição e imortalizado num disco. É a minha opinião… Para quem nunca viu um concerto deles, não sabe o que perde, e sublinho, os Loyd são muito melhores ao vivo e a cores!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Ao Vivo - Madcab na Fábrica do Som [16-06-2007]

O concerto foi à mais de duas semanas [16 de Junho de 2007], mas agora que passou a fase de ressaca, posso falar com um pouco mais de crueza sobre esse acontecimento. Não é que ache que seja a forma mais correcta de o fazer, mas quando se gosta demasiado do som de uma banda, o melhor é deixar arrefecer o cérebro.

Os Madcab despertaram a minha atenção desde a primeira vez que os ouvi no Myspace deles, e por isso mesmo fui para este concerto com grande entusiasmo e muitas expectativas. Essas expectativas, posso dizer agora com segurança e depois de a tal ressaca ter passado, não foram defraudadas. Bem pelo contrário! De certa forma, eles conseguiram até me surpreender. Nada que não tivesse imaginado, mas que de alguma forma achava que não era possível acontecer… Engano meu! O som melódico e poderoso que imana do álbum, ao vivo ganha ainda mais força e mais beleza. Como que envolve quem os ouve na própria música, fazendo nos sentir parte do som que debitam, e dentro de cada história que cantam. As músicas seguem-se umas atrás das outras, o tempo passa, mas ninguém quer que acabe. As pessoas deixam-se levar pela melodia, e seguem atentas o que vai acontecendo em palco, e abanam os corpos ao sabor da música. Nada transcendental quando se assiste a um concerto de rock, mas quando para muitas é a primeira vez que ouvem aquele som, isso já é outra cantiga. E como tudo o que é bom, acabou depressa demais. Na memória algo que vai demorar a desaparecer, e ainda bem!

Em suma, foi um concerto poderoso e contagiante, que nos faz desesperar pelo próximo. Enquanto isso “Keeping Wounds Open” irá tocar, e tocar de novo, e novamente tocar no meu MP4. Há que dize-lo frontalmente: os Madcab são uma das bandas mais talentosas da actualidade. E é curioso ver, que eles já não andam sozinhos. Com eles, há já várias pessoas que os seguem por onde quer que andem…

Myspace dos Madcab

AGENDA DO MARSUPILAMI