sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Opinião | Vinil Vs CD

Para hoje, escolhi um tema, que geralmente passa despercebido mas que é imprescindível, o Formato! Ele já foi vinil, agora é CD e com o Mp3 á vista, enfim muitos nomes, muitas coisas giras mas qual deles é o melhor? Eis a questão.

Não há igual como o primeiro já dizia o ditado, e neste caso é bem verdade, o vinil bate em grande escala todos os outros, em qualidade refira-se.

É indiscutível a superioridade do som de um vinil, já que é analógico, mas mesmo assim, muita informação original é perdida, por causa do material usado: o vinil. O som é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0's e 1's não pode conter toda essa informação porque se o fizesse cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feita é uma Amostragem digital, isto é, seleccionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai para o CD. Todo o resto é cortado.

Quando se ouve um bom vinil ouve-se tudo o que a banda gravou. Tudo o que eles queriam que nós ouvíssemos. Um mau vinil terá praticamente tudo também, simplesmente não com a clareza e o brilho original. Eis o som analógico.

“Os seres humanos, até que se prove o contrário, são analógicos, não são 'digitais', e por isso reagem melhor ao som analógico. Se ouvir o mesmo álbum, nas mesmas condições e com material de igual qualidade, muito provavelmente preferirá ouvir em vinil. Testes 'cegos' (isto é, sem que os testados soubessem qual era o CD e qual o vinil) tiveram os resultados que se esperaria - a grande maioria das pessoas prefere o vinil. O som em vinil é quase sempre descrito como mais 'quente' e mais 'profundo'. O som digital, quando comparado com o analógico, é descrito usualmente como mais 'frio' e 'linear”

Infelizmente, como todo meio de armazenamento analógico, o vinil sofre deteriorações com o tempo, além de sempre termos que limpar o vinil antes de tocar para não desgastar a agulha e não ter os “soluços” no som, devido muitas vezes á sujidade no disco. Tínhamos também que trocar as agulhas de tempos em tempos, porque elas gastavam -se. Além disso, o vinil necessitava de um espaço enorme para serem guardados porque eram grandes e pesados.

Assim o CD revolucionou a indústria fonográfica por seu tamanho e capacidade. Quem é que imaginava que poderíamos ter 74 minutos de música em apenas um lado de um disco. Isso trazia muitas possibilidades, como músicas maiores do que 23 minutos, que era o limite tamanho do disco de vinil. Tudo isso, sem contar que o meio digital ótico de armazenamento é bem mais duradouro, já o MP3 é um formato de áudio compactado com perdas, tendo menos qualidade do que um CD, e, consequentemente, muito menos qualidade do que um vinil.

Posto isto só me resta dizer que por vezes mais vale Pouca Quantidade mas Muita Qualidade!

Texto: Andreia Costa

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