terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Opinião | A Música De Sempre

Há-de-se continuar a ouvir as coisas mais deliciosas, seremos cada vez mais felizes e optimistas em relação a tudo, ficaremos cada vez mais entusiasmados com a ida a um concerto. 2008 vai ser assim. É o primeiro dia de um ciclo, o ser humano que cria, por necessidade, estes ciclos, precisa destas renovações, destas novas voltas, para acreditar que pode fazer melhor. Mas sem qualquer tipo de volta posso dizer que 2008 me deixa algo optimista, tal e qual me deixou 2007 e todos os anos que lhes antecederam, é verdade, crescemos e evoluimos dentro dos nossos casulos pequenos e demasiado quebráveis, e eles hão-de ser cada dia mais fortes, mais firmes. É dificil mantermos a música acima da cabeça, mas também é fácil estarmos cada vez mais apaixonados por ela. Quando passamos por tempos em que questionamos a existência de tudo, a permanência do mp3, do digital, da qualidade de gravação, da pertinência das bandas, da música que fazem, olhamos em redor e vemos que funciona tudo da mesma maneira só que, cada vez mais voltado ao artista. Reconheça-se, meio mundo anda com vontade de ganhar dinheiro e o artista tem cada vez mais a faca e o queijo na mão, feliz 2008? Ainda não. As discussões acerca do funcionamento das coisas, os meus monólogos são observações estéreis, inertes, mas não tem que ser sempre assim. O fazer mais vai ficar nas mãos de todos e todos partilharemos a cumplicidade de aderir e fazer existir e tudo vai ser bem sucedido em 2008. Queiram-se mais coisas e sonhe-se mais alto. Se o conseguirmos imaginar nas nossas mentes, a realizar-se, realizar-se-á.

Texto: Davide Lobão

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