Jed Dickens. Um trio de amigos, que resolveu realizar um sonho. Tendo os fins-de-semana ocupados pelos seus concertos, Paulo Emperor numa segunda-feira, teve uma conversa bem animada com este trio de jovens músicos. Com melodias que facilmente “entram” no ouvido, os Jed tentam ultrapassar as barreiras e chegam mesmo a tocar além fronteiras. Uma banda alentejana de gema, que editou no dia um do corrente mês o primeiro trabalho da banda, o EP “For Some Clowns” que recomendamos vivamente.
Acho que a primeira pergunta que se impõem é, porquê o nome Jed Dickens?
Eduardo (E) – (risos)
Daniel (D) - Respondo eu?
João Canhão (JC) - Pode ser. (risos)
D - A ideia surgiu do Canhão que disse isto, mais ou menos: "vamos arranjar um nome à carga que fique fixe". E foi aí que surgiu Dickens do escritor Charles Dickens, e JED são as nossas iniciais.
Uma ideia original. Há quanto tempo existe a formação?
JC - Cerca de um ano e pouco…
E - Um ano e uns mesitos, desde 15 de Dezembro de 2007, é não é?
D – Sim, os primeiros ensaios foram mais ou menos em finais de Dezembro de 2007!
São apenas três elementos? Qual a "função" de cada um?
E - Inicialmente éramos quatro, tínhamos mais um guitarrista, e nessa altura era o Daniel na voz principal e guitarra e o outro guitarrista fazia os coros, no entanto, por uns motivos teve de sair da banda e desde aí temos esta formação. Neste momento sou eu na bateria e coros, o João no baixo e coros e Daniel na guitarra e voz principal.
Sendo de Elvas, é fácil a divulgação do vosso trabalho?
D - Hum... não é assim tão fácil, isto é, na nossa cidade apenas existe um bar concerto que nem sequer faz concertos frequentemente. A divulgação do nosso trabalho tem vindo a ser, desde que gravamos os nossos primeiros três temas já este ano, o myspace que foi uma grande ajuda para os concertos que temos agendados. Elvas tem a vantagem de ter Espanha bem perto, é um "sítio" que ainda estamos a explorar a pouco e pouco.
Então têm dado uns concertos em Espanha? Pelo que percebi, e tenho acompanhado a vossa banda, os vossos fins-de-semana têm sido a dar concertos, é só uma fase?
JC - Por enquanto, só tivemos um em Espanha, no Familyfest em Albuquerque, e já temos outro agendado para o mesmo sítio o Albuquerquerock. Nos fins-de-semana graças a deus temos tido vários concertos, e quando não temos aproveitamos para ensaiar.
Mas os concertos dados têm sempre sido por essa zona, ou já foram a outros pontos do país?
D – Sim, mais por esta zona, mas como o João já referiu já fomos a Espanha tocar e voltaremos lá ainda este ano. Aos poucos temos saído mais para fora, já estão confirmados concertos em Évora, Portalegre, Alcobaça e Porto (no próximo dia 11 na Casa Viva e dia 12 na Fábrica do Som), ainda vai surgir Lisboa e Loulé, mas ainda não temos datas definidas!
Os vossos concertos não se resumem a três temas, suponho…
JC - Não claro que não, actualmente temos cerca de 12 temas originais, nos concertos toca-los todos, ou não, depende do tempo disponível para a actuação.
E - Temos 16 temas originais! (risos)
E covers, fazem alguma para agradar os fãs e chamar público?
E - Fãs? (risos) Disso não temos… (risos) Neste momento costumamos tocar um “meadlezeco” de Jet, Nirvana, Artic Monkeys e Ramones, mas já tocamos vários como The Hives, Blur, levamos sempre um “coverzito” para agradar a malta. Agora, tivemos então a ideia do meaddle e estamos a pensar fazer uns poucos para tocar no final e não repetir sempre o mesmo.
D - Desde sempre acho que para nós os três a banda principal é Nirvana, ouvimos um pouco de tudo, mas a nível de bandas talvez, Nirvana, Ramones, Arctic Monkeys, The Hives, Fu Manchu, The Cramps, etc, ou seja, temos influencias de bandas anos 80 e 90 e de bandas que são mais recentes o que faz uma mistura de sonoridade muito fixe.
Que tipo de comentários têm recebido sobre o vosso som?
E – Bons! Por acaso não estávamos nada à espera.
D – Sim, realmente bastante positivos.
JC - Normalmente o público tem gostado, tanto a nível do som como da nossa presença em palco.
Vá confessem lá, tornaram-se músicos por causa das miúdas, ou é mesmo gosto pela música? (risos)
JC – Claramente, pelo gosto pela musica…
D - Sim pela música, mas as meninas ajudam muito! (risos)
E - Pela música, mas música e miúdas, vá as duas, não pela música e pelas miúdas, não pela música…
Até onde acham que podem chegar?
D - Isso é algo que realmente ainda não pensamos. Pensamos no presente, queremos é tocar por todo o lado mostrar o nosso trabalho, chegar mais longe só o tempo o dirá. Mas não é algo que nos preocupa agora.
Para finalizar o que querem dizer aos fãs que vão ganhar, depois desta entrevista?
D - Meus caros, (risos) esperamos que recebam o que queremos transmitir, e garanto que vamos ter sempre a mesma energia e humildade que temos, desde o primeiro dia!
E - Oiçam Jed Dickens. (risos)
JC - Que continuem a acompanhar o nosso trabalho, e esperamos encontra-los pelos concertos que por aí forem aparecendo…
Entrevista por Paulo Emperor | Director do blog Pedra de Metal | www.pedrademetal.blogspot.com
3 comentários:
Já tinha sido a algum tempo esta entrevista voltar a ler foi bastante bom :) obrigado pela oportunidade de divulgação aqui no marsupilami acho que os textos foram muito bem construidos parabens!
Jed dickens rules :)
na pergunta das meninas houve uma grande indecisão ahah :)
sempre muito modestos, dizem eles que não têm fãs... se alguém, tal como eu, vai ao myspace só para ouvir as músicas deles acho que é considerado um fã! e eu não devo ser a única...
rock on!
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