segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Na Grafonola do Marsupilami | Blaze

O Marsupilami e a sua Grafonola foram esta semana até à Capital. Os convidados são os Blaze, um projecto rock, um rock puro, forte e melodioso. Eles editaram recentemente o EP de estreia da banda e com isso atingiram a primeira meta, que é precisamente o ponto de partida para novos e maiores desafios. Para saber um pouco mais sobre os Blaze e os seus projectos de futuro, o Marsupilami fez-lhes algumas perguntas, às quais responderam prontamente. As respostas - como sempre - podem as ler duas linhas abaixo...

Antes de mais, obrigado aos Blaze por aceitarem responder a algumas perguntas que vos queria fazer.

Quem são os Blaze?

J. Matine na voz, Mú na Guitarra, Fifty no baixo e Miguel Zero na bateria.

Como é que tudo começou, e quais eram os objectivos na altura?

Os Blaze iniciaram a sua caminhada em 2005. Devido a alguns conflitos não foi fácil estabilizar o projecto, tendo passado pela banda alguns bateristas que por motivos variados não corresponderam às necessidades do projecto. Foi então que em Janeiro de 2007, Miguel se juntou a nós. Após várias horas de trabalho na sala de ensaio e vários concertos decidimos que estava na altura de dar o próximo passo e gravar um Ep.

Gravaram em 2007 o vosso EP de estreia. Que significado teve para vocês a gravação deste EP?

Foi uma experiência muito boa, na qual crescemos e aprendemos bastante, foi muito gratificante trabalhar com profissionais como o Fred Stone e o Quim Monte, primeiramente no estúdio Namouche e depois no estúdio Control One. Para nós foi ver uma meta alcançada que nos levou a propor a nós próprios mais e maiores objectivos.

Como tem sido a reacção das pessoas quer relativamente ao vosso EP, em relação ao vosso som, às vossas músicas no geral?

As reacções têm sido bastante positivas, temos recebido boas críticas. As pessoas que conheciam as músicas ficaram bastante surpreendidas devido ao trabalho de pré-produção que foi realizado, alterando mesmo em alguns momentos a estrutura base das músicas.

Agora segue-se uma das partes mais difíceis, ou seja, a divulgação. Concordam com esta afirmação?

Sim. Os meios estão sobrecarregados e não existe muito espaço de manobra, e ainda é mais complicado quando não tens um manager ou alguém que se preocupe exclusivamente com a tua promoção e tens de ser tu a fazer o trabalho todo. Contudo, a partir de Março vamos começar na estrada e já tocámos numa rádio na Bélgica, outra no Luxemburgo e em algumas rádios locais nacionais.

A net é actualmente o maior aliado nesse mesmo campo da divulgação. Irá ser o vosso meio privilegiado para fazer a vossa divulgação?

Uma parte da divulgação sim, mas não é o suficiente, a divulgação para nós faz-se em cima do palco e na rua.

Que pensam do actual combate ente net vs música? Acham que a net poderá ajudar mais, ou prejudicar mais uma banda como os Blaze?

Pensávamos que poderá ajudar, porque actualmente a comunicação vale mais que o dinheiro. Já não se vendem álbuns, e quem pensa que os vai vender em início de carreira, está enganado. Vimos a música como um bem de primeira necessidade, que deve estar ao alcance de todos, por isso o nosso objectivo é vender as músicas na net e o dinheiro reverter na totalidade para associações de carácter humanitário. Quem quiser mesmo o nosso trabalho poderá adquiri-lo em lojas ou nos concertos quando disponível.

Acham que existe no país, locais suficientes, quer em quantidade, quer em qualidade, para uma banda como os Blaze se mostrar ao vivo?

Pensamos que sim, mas mais nunca é demais. O que deveria acontecer era um maior investimento em termos de luz e som da parte dos proprietários desses locais de forma a proporcionar melhores condições aos artistas, para ser possível dar cada vez melhores espectáculos, favorecendo assim o público.

Que acham do actual panorama musical português?

Em sintonia com o panorama geral do país.

E em relação ao panorama geral do nosso país?

É o país das maravilhas!! Só falta mesmo a Alice e o Coelho Branco, porque Humpty Dumpty’s há ao pontapé.

E agora, o futuro dos Blaze?

Temos algumas cartas na manga. Não queremos dar um passo maior que a perna, mas esperamos que venham a ter notícias nossas muito brevemente. Neste momento estamos a cozinhar o futuro e vamos entrar na estrada a partir de Março.

Última pergunta, qual a vossa personagem preferida de Banda Desenhada?

J. Matine - Dartacão.
Mú – Incrível Hulk.
Fifty - Flash Gordon.
Miguel Zero – Johnny bravo.

Curiosidades:

Porque o nome Blaze?


Fizemos um brain storming e foi o nome mais votado.

Influências?

As nossas experiências de vida e a maneira como vemos, cheiramos, sentimos e introjectamos os estímulos do dia a dia.

Bandas nacionais que têm ouvido?

Basicamente damos mais atenção aos projectos dos nossos amigos e das pessoas que conhecemos pessoalmente, que é o caso dos Blasted Mechanism, The Aster, Fonzie, A.O.K, Starvan, etc, mas ouvimos tudo o que passa diariamente na rádio, damos desde já o destaque para essa grande artista que poderá salvar a musica portuguesa de seu nome Ninfa Artemis.

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